Ficha de Casa Religiosa
    
Designação
Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança

Código
LxConv064

Outras designações
Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança de Lisboa; Convento da Esperança; Mosteiro da Esperança; Mosteiro da Piedade da Esperança; Convento de Nossa Senhora da Piedade da Boavista

Morada actual
Avenida Dom Carlos I

Sumário
O Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança, mais conhecido como Convento da Esperança, devido à confraria de "homens do mar" denominada de Nossa senhora da Esperança, com sede na igreja do convento, foi fundado em 1524, por breve do Papa Clemente VII. O convento de Clarissas ocupou a chamada Quinta da Sizana, na zona da Boa Vista, e começou a ser construído em 1527, por iniciativa de D. Isabel de Mendanha. As obras foram retomadas, ainda na primeira metade de Quinhentos, pela segunda patrona, D. Joana de Eça, continuando ao longo de Seiscentos.

À morte da última freira, em Agosto de 1888, a Fazenda tomou posse do extinto conventual, da igreja e da cerca, cedendo o conjunto ao município de Lisboa, em Novembro desse ano, para construir uma padaria municipal, abrir um arruamento que ligasse o aterro da Boavista com o Largo das Cortes (Av. D. Carlos I) e urbanizar as restantes áreas. Como não se tivesse construído a Padaria, foram-se instalando oficinas do serviço de incêndios, que já estavam praticamente terminados em Julho de 1891. Integrando algumas estruturas e materiais construtivos do extinto convento, o novo edifício da estação de serviço nº 1 dos bombeiros, também conhecido como Caserna da Esperança, estava concluído em 1900.

Caracterização geral
Ordem religiosa
Ordem de Santa Clara. Clarissas Urbanistas, Sob jurisdição da Ordem dos Frades Menores/Província de Portugal

Género
Feminino

Fundador
D. Isabel de Mendanha - Cláusula testamentária

Data de fundação
1524-01-16

Data de construção
1527

Data de extinção
1888-08-11

Tipologia arquitetónica
Arquitetura religiosa\Monástico-conventual

Componentes da Casa Religiosa - 1834
Convento
Claustro: 2
Igreja
Cerca de recreio e produção

Caracterização actual
Situação
Convento - Vestígios
Igreja - Vestígios
Cerca - Urbanizada

Acesso
Quartel do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa - Privado\Condicionado

Descrição
Inventário de extinção
ANTT, Ministério das Finanças, Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança Lisboa, cx. 1957 a 1962, http://digitarq.arquivos.pt/details?id=4224411

A 11 de Agosto de 1888 faleceu a última freira e abadessa do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança, em Lisboa, Soror Joaquina Cândida de Jesus (f. 0005 e f. 0021). A 13 do mesmo mês, como não chegasse a confirmação do óbito da parte do Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, seguiu um ofício (nº 44560) da Direcção Geral dos Próprios Nacionais para que o Director da 2ª Repartição da Fazenda tomasse posse do edifício (f. 0224). A informação da morte da religiosa só chegaria ao Ministério da Fazenda a 31 de Agosto, por ofício nº 44690 (f. 0021 e f. 0005-0010).

A 14 de Agosto de 1888, o Administrador do 4º Bairro, o bacharel Manuel Joaquim Carrilho Garcia, foi em presença tomar posse do conjunto; a 16 do mesmo mês, a Direcção Geral dos Próprios Nacionais solicitou ao Cardeal Patriarca a nomeação de um eclesiástico para assistir ao inventario dos bens; e, no mesmo dia, nomeou para organizar o inventário, o bacharel Henrique Joaquim de Abranches Bizarro (f. 0021 e f. 1817). A tomada de posse do convento, egreja, cêrca, casas anexas, suas dependências e mais bens, deu-se a 21 de Agosto, como consta do auto de inventário, começando pela confirmação dos limites: do Norte com a Calçada da Estrella; do Sul com o Largo da Esperança; de Este com prédios da Rua de São Bento; e Oeste, com Caminho Novo e Travessa do Pasteleiro (f. 1824). Ver tb. f. 1823 e f. 0021.

A 1 de Setembro de 1888, o Cardeal Patriarca de Lisboa nomeou o presbítero e confessor do antigo Convento da Esperança, Sebastião José de Azevedo, para verificar o inventário e recolher os objectos de culto (f. 0013e f. 1821).

Os títulos de dívidas públicas, inscripções de assentamento e outros, no valor de 131.521$870 reis (f. 0021), juntamente com o titulo nº 7867, da renda vitalícia annual de 249$738 reis, foram os primeiros a ser recolhidos, constando do oficio nº 1775, de 23 de Agosto (f. 0226-0227).

A 10 de Outubro do mesmo ano, o Administrador do 4º Bairro ordenou a vende das uvas, hortaliças e cannas, assim como umma junta de bois e uma carroça, que existiam na Cêrca do Convento, a qual Cêrca foi arrematada por 28.500 reis, a junta de bois por 135.000 reis; a carroça por 31.500 reis; as uvas, hortaliças e canas por 88.000 reis (f. 0022).

A 15 de Novembro de 1888 celebrou-se um contrato provisório entre o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa de cedência da posse do convento, da cerca e da igreja (f. 0067-0071). O contrato, aprovado em sessão de Câmara, de 24 do corrente mês (f. 0069), previa também a entrega dos prédios urbanos que o Convento possuía na Rua da Esperança (f. 0023). A 20 de Novembro (Of. nº 44560) foram intimados para despejo no fim do anno, todos os inquilinos, como constava do auto de inventario lavrado a 27 de Dezembro de 1888 (f. 0022).

Entre as condições do contrato com a Câmara, estava a construção das fábricas das futuras padarias municipaes e o prolongamento da Rua Duque da Terceira até ao largo de São Bento (f. 0057-0058). Note-se que o terreno da cerca compreendido entre a futura avenida e a Rua de São Bento tinha sido concedido, por Carta de Lei de 22 de Junho de 1883, á Sociedade das Casa do Asilo da Infância Desvalida de Lisboa e à Associação das Creches, para construírem dois edifícios escolares (f. 0016).

A rapidez de todo o processo de tomada de posse pelo município foi, de resto, mencionada pelo avaliador, quando disse que não permitio uma descripção e avaliação exactos (f. 0023). Acrescenta-se que o edifício e dependencias foram entregues à Camara em 27 de Dez de 1888, avaliados em 45.000$000 reis, sendo o rendimento anual das propriedades cedidas de 500$400 reis (f. 0084). Ainda em Novembro de 1888 foram identificados 74 padrões de juro que perfaziam o juro anual de 4.489$657 reis (f. 0023).

Mais trabalhoso e moroso foi o processo de identificação e descrição dos objectos de culto, que só ficou concluído a 2 Maio de 1889 (f. 0023 e f. 2009) e cujo valor montou em 16.184$200 reis (f. 0024). Foram enviadas cópias ao Prelado, para depósito, e ao Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, por ofício nº 1767, de 21 de Junho de 1889 (f. 0024).

O Inventário iniciado em Agosto de 1888 e terminado em 3 de Junho de 1889 (f. 0027) compreendia: Objectos de culto (16.184$300 rs.); Moveis, livros e alguns quadros (1.401$720 rs.); Títulos de dívidas publicas (131.881$598 rs.); Padrões de juro (4.489$657 rs.); Títulos de renda vitalícia (397$728 rs.); Convento, egreja e mais prédios em domínio de propriedade (55.000$000 rs.) - (f. 0024). Este último valor distribuía-se da seguinte forma: Convento e suas dependências (20.000$000 rs.); Egreja com seu Altar-mor e Cinco Altares lateraes (16.000$000 rs.); Cêrca e outros terrenos (9.000$000 rs.) - f. 2118). Em 1888, o rendimento anual dos prédios urbanos da Rua da Esperança era de 500$400 rs. (f. 2119).

O inventário, juntamente com alguns cadernos (de 1856), foram enviados ao Director Geral da Direcção dos Próprios Nacionais, a 6 de Maio de 1889 (f. 0027-0028).

Num quadro mais preciso dos bens móveis (f. 1815) ficam-nos os seguintes valores (em réis): Imagens (1.788$400); Alfaias (515$500); Ornamentação (tecidos - 2.193$000); Flores (papel, pano, cambraia - 33$700); Ornamentos (madeiras - 1.332$400); Ouro, Prata e Pedras (474$800); Quadros (8.613$700); Livros (34$100); Órgão (600$000). A longa lista de inventário dos bens móveis começa pela Imagens (f. 1831 e segs.).

Foram nomeados louvados para avaliação dos objectos de culto: Silvério António Marques para as Imagens, Roupas, Ornamentos de madeira (f. 1829), Mobilia (f. 2029) e Órgão (f. 2007); Francisco José Tavares para as peças de Ourivesaria (f. 1957); Manuel Victor Rodrigues para os Quadros (f. 1973); e Luís Cardoso Rebelo Trindade para os Livros (f. 2003).

À data tinham já sido entregues 20 objectos (f. 0025), cujos termos de entrega constavam do Inventário e permitem identificar várias entidades recebedoras, entre elas: a Academia de Bela Artes; a Inspecção Geral das Bibliotecas e Arquivos; a Igreja de Santos-o-Velho; a Junta de Paróquia do Olival (concelho de Vila Nova de Ourém); a Junta de Paróquia de Alpiarça; a Irmandade do SS. Sacramento da Freguesia dos Mártires; o Mosteiro da Encarnação; os Irmãs Hospitaleiras; a Junta de Paróquia de S. Carlos de Fataunços; a Irmandade do SS. Sacramento da freguesia das Mercês; ao Asilo para Educação das Costureiras e Criadas; à Freguesia da Serra do Bruno; a Freguesia do Coração de Jesus; a Irmandade do SS. da Freguesia de S. Julião; ou a Ordem Terceira de S. Francisco do Campo Grande.

Do inventário ficamos a saber que houve um primeiro levantamento dos bens e rendimentos, propriedades, foros, dividas activas e passivas, em 1856, de que resultou o Caderno 3 que continha a relação dos prédios urbanos do convento da Esperança (f. 1796-1798). Foi efectuado por Miguel Augusto Pacheco, aspirante de 2ª classe da Repartição da Fazenda d'este Disctricto, e Secretario da Commissão d'Inventariação dos bens do mesmo Convento, presidida por Joaquim José Tomás, contando ainda com a presença da abadessa, Soror Joaquina do Amor Divino (f. 1801). Ficou por fazer o inventário das alfaias e dos títulos (f. 0015-0016). Ver tb. f. 0833 a 0837).

A identificação, descrição e avaliação dos prazos e foros foi, de todas, a mais demorada, sobretudo por corresponder a três conventos - Esperança, Santa Clara e Monte Calvário, estes dois últimos incorporados ao primeiro pelo Decreto de D. Maria I, de 14 de Janeiro de 1791. Ficou entregue a José Maria de Lima, a quem coube a tarefa de confirmar os livros de contas correntes dos tês conventos, a partir de 24 de Novembro de 1890 (f. 1719). A 19 de Março de 1894 enviou à 2ª Repartição da Fazenda uma lista intitulada Mappa dos Prazos avaliados e lançados nos processos 7ª, 8ª, 9ª, 10ª e 11ª partes e partes de alguns já lançados na 1ª, 2ª, 3ª, 4ª 5ª e 6ª partes e em outros processos avulsos, e em outros processos intraordinarios dos incobráveis, pertencentes ao Convento Supprimido de Nossa Senhora da Piedade da esperança de Lisboa (f. 1696-1719).

Inventário de extinção
ANTT, Ministério das Finanças, Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança Lisboa, cx. 1957 a 1962, http://digitarq.arquivos.pt/details?id=4224411

A 11 de Agosto de 1888 faleceu a última freira e abadessa do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança, em Lisboa, Soror Joaquina Cândida de Jesus (f. 0005 e f. 0021). A 13 do mesmo mês, como não chegasse a confirmação do óbito da parte do Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, seguiu um ofício (nº 44560) da Direcção Geral dos Próprios Nacionais para que o Director da 2ª Repartição da Fazenda tomasse posse do edifício (f. 0224). A informação da morte da religiosa só chegaria ao Ministério da Fazenda a 31 de Agosto, por ofício nº 44690 (f. 0021 e f. 0005-0010).

A 14 de Agosto de 1888, o Administrador do 4º Bairro, o bacharel Manuel Joaquim Carrilho Garcia, foi em presença tomar posse do conjunto; a 16 do mesmo mês, a Direcção Geral dos Próprios Nacionais solicitou ao Cardeal Patriarca a nomeação de um eclesiástico para assistir ao inventario dos bens; e, no mesmo dia, nomeou para organizar o inventário, o bacharel Henrique Joaquim de Abranches Bizarro (f. 0021 e f. 1817). A tomada de posse do convento, egreja, cêrca, casas anexas, suas dependências e mais bens, deu-se a 21 de Agosto, como consta do auto de inventário, começando pela confirmação dos limites: do Norte com a Calçada da Estrella; do Sul com o Largo da Esperança; de Este com prédios da Rua de São Bento; e Oeste, com Caminho Novo e Travessa do Pasteleiro (f. 1824). Ver tb. f. 1823 e f. 0021.

A 1 de Setembro de 1888, o Cardeal Patriarca de Lisboa nomeou o presbítero e confessor do antigo Convento da Esperança, Sebastião José de Azevedo, para verificar o inventário e recolher os objectos de culto (f. 0013e f. 1821).

Os títulos de dívidas públicas, inscripções de assentamento e outros, no valor de 131.521$870 reis (f. 0021), juntamente com o titulo nº 7867, da renda vitalícia annual de 249$738 reis, foram os primeiros a ser recolhidos, constando do oficio nº 1775, de 23 de Agosto (f. 0226-0227).

A 10 de Outubro do mesmo ano, o Administrador do 4º Bairro ordenou a vende das uvas, hortaliças e cannas, assim como umma junta de bois e uma carroça, que existiam na Cêrca do Convento, a qual Cêrca foi arrematada por 28.500 reis, a junta de bois por 135.000 reis; a carroça por 31.500 reis; as uvas, hortaliças e canas por 88.000 reis (f. 0022).

A 15 de Novembro de 1888 celebrou-se um contrato provisório entre o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa de cedência da posse do convento, da cerca e da igreja (f. 0067-0071). O contrato, aprovado em sessão de Câmara, de 24 do corrente mês (f. 0069), previa também a entrega dos prédios urbanos que o Convento possuía na Rua da Esperança (f. 0023). A 20 de Novembro (Of. nº 44560) foram intimados para despejo no fim do anno, todos os inquilinos, como constava do auto de inventario lavrado a 27 de Dezembro de 1888 (f. 0022).

Entre as condições do contrato com a Câmara, estava a construção das fábricas das futuras padarias municipaes e o prolongamento da Rua Duque da Terceira até ao largo de São Bento (f. 0057-0058). Note-se que o terreno da cerca compreendido entre a futura avenida e a Rua de São Bento tinha sido concedido, por Carta de Lei de 22 de Junho de 1883, á Sociedade das Casa do Asilo da Infância Desvalida de Lisboa e à Associação das Creches, para construírem dois edifícios escolares (f. 0016).

A rapidez de todo o processo de tomada de posse pelo município foi, de resto, mencionada pelo avaliador, quando disse que não permitio uma descripção e avaliação exactos (f. 0023). Acrescenta-se que o edifício e dependencias foram entregues à Camara em 27 de Dez de 1888, avaliados em 45.000$000 reis, sendo o rendimento anual das propriedades cedidas de 500$400 reis (f. 0084). Ainda em Novembro de 1888 foram identificados 74 padrões de juro que perfaziam o juro anual de 4.489$657 reis (f. 0023).

Mais trabalhoso e moroso foi o processo de identificação e descrição dos objectos de culto, que só ficou concluído a 2 Maio de 1889 (f. 0023 e f. 2009) e cujo valor montou em 16.184$200 reis (f. 0024). Foram enviadas cópias ao Prelado, para depósito, e ao Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, por ofício nº 1767, de 21 de Junho de 1889 (f. 0024).

O Inventário iniciado em Agosto de 1888 e terminado em 3 de Junho de 1889 (f. 0027) compreendia: Objectos de culto (16.184$300 rs.); Moveis, livros e alguns quadros (1.401$720 rs.); Títulos de dívidas publicas (131.881$598 rs.); Padrões de juro (4.489$657 rs.); Títulos de renda vitalícia (397$728 rs.); Convento, egreja e mais prédios em domínio de propriedade (55.000$000 rs.) - (f. 0024). Este último valor distribuía-se da seguinte forma: Convento e suas dependências (20.000$000 rs.); Egreja com seu Altar-mor e Cinco Altares lateraes (16.000$000 rs.); Cêrca e outros terrenos (9.000$000 rs.) - f. 2118). Em 1888, o rendimento anual dos prédios urbanos da Rua da Esperança era de 500$400 rs. (f. 2119).

O inventário, juntamente com alguns cadernos (de 1856), foram enviados ao Director Geral da Direcção dos Próprios Nacionais, a 6 de Maio de 1889 (f. 0027-0028).

Num quadro mais preciso dos bens móveis (f. 1815) ficam-nos os seguintes valores (em réis): Imagens (1.788$400); Alfaias (515$500); Ornamentação (tecidos - 2.193$000); Flores (papel, pano, cambraia - 33$700); Ornamentos (madeiras - 1.332$400); Ouro, Prata e Pedras (474$800); Quadros (8.613$700); Livros (34$100); Órgão (600$000). A longa lista de inventário dos bens móveis começa pela Imagens (f. 1831 e segs.).

Foram nomeados louvados para avaliação dos objectos de culto: Silvério António Marques para as Imagens, Roupas, Ornamentos de madeira (f. 1829), Mobilia (f. 2029) e Órgão (f. 2007); Francisco José Tavares para as peças de Ourivesaria (f. 1957); Manuel Victor Rodrigues para os Quadros (f. 1973); e Luís Cardoso Rebelo Trindade para os Livros (f. 2003).

À data tinham já sido entregues 20 objectos (f. 0025), cujos termos de entrega constavam do Inventário e permitem identificar várias entidades recebedoras, entre elas: a Academia de Bela Artes; a Inspecção Geral das Bibliotecas e Arquivos; a Igreja de Santos-o-Velho; a Junta de Paróquia do Olival (concelho de Vila Nova de Ourém); a Junta de Paróquia de Alpiarça; a Irmandade do SS. Sacramento da Freguesia dos Mártires; o Mosteiro da Encarnação; os Irmãs Hospitaleiras; a Junta de Paróquia de S. Carlos de Fataunços; a Irmandade do SS. Sacramento da freguesia das Mercês; ao Asilo para Educação das Costureiras e Criadas; à Freguesia da Serra do Bruno; a Freguesia do Coração de Jesus; a Irmandade do SS. da Freguesia de S. Julião; ou a Ordem Terceira de S. Francisco do Campo Grande.

Do inventário ficamos a saber que houve um primeiro levantamento dos bens e rendimentos, propriedades, foros, dividas activas e passivas, em 1856, de que resultou o Caderno 3 que continha a relação dos prédios urbanos do convento da Esperança (f. 1796-1798). Foi efectuado por Miguel Augusto Pacheco, aspirante de 2ª classe da Repartição da Fazenda d'este Disctricto, e Secretario da Commissão d'Inventariação dos bens do mesmo Convento, presidida por Joaquim José Tomás, contando ainda com a presença da abadessa, Soror Joaquina do Amor Divino (f. 1801). Ficou por fazer o inventário das alfaias e dos títulos (f. 0015-0016). Ver tb. f. 0833 a 0837).

A identificação, descrição e avaliação dos prazos e foros foi, de todas, a mais demorada, sobretudo por corresponder a três conventos - Esperança, Santa Clara e Monte Calvário, estes dois últimos incorporados ao primeiro pelo Decreto de D. Maria I, de 14 de Janeiro de 1791. Ficou entregue a José Maria de Lima, a quem coube a tarefa de confirmar os livros de contas correntes dos tês conventos, a partir de 24 de Novembro de 1890 (f. 1719). A 19 de Março de 1894 enviou à 2ª Repartição da Fazenda uma lista intitulada Mappa dos Prazos avaliados e lançados nos processos 7ª, 8ª, 9ª, 10ª e 11ª partes e partes de alguns já lançados na 1ª, 2ª, 3ª, 4ª 5ª e 6ª partes e em outros processos avulsos, e em outros processos intraordinarios dos incobráveis, pertencentes ao Convento Supprimido de Nossa Senhora da Piedade da esperança de Lisboa (f. 1696-1719).

Inventário de extinção
ANTT, Ministério das Finanças, Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança Lisboa, cx. 1957 a 1962, http://digitarq.arquivos.pt/details?id=4224411

A 11 de Agosto de 1888 faleceu a última freira e abadessa do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança, em Lisboa, Soror Joaquina Cândida de Jesus (f. 0005 e f. 0021). A 13 do mesmo mês, como não chegasse a confirmação do óbito da parte do Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, seguiu um ofício (nº 44560) da Direcção Geral dos Próprios Nacionais para que o Director da 2ª Repartição da Fazenda tomasse posse do edifício (f. 0224). A informação da morte da religiosa só chegaria ao Ministério da Fazenda a 31 de Agosto, por ofício nº 44690 (f. 0021 e f. 0005-0010).

A 14 de Agosto de 1888, o Administrador do 4º Bairro, o bacharel Manuel Joaquim Carrilho Garcia, foi em presença tomar posse do conjunto; a 16 do mesmo mês, a Direcção Geral dos Próprios Nacionais solicitou ao Cardeal Patriarca a nomeação de um eclesiástico para assistir ao inventario dos bens; e, no mesmo dia, nomeou para organizar o inventário, o bacharel Henrique Joaquim de Abranches Bizarro (f. 0021 e f. 1817). A tomada de posse do convento, egreja, cêrca, casas anexas, suas dependências e mais bens, deu-se a 21 de Agosto, como consta do auto de inventário, começando pela confirmação dos limites: do Norte com a Calçada da Estrella; do Sul com o Largo da Esperança; de Este com prédios da Rua de São Bento; e Oeste, com Caminho Novo e Travessa do Pasteleiro (f. 1824). Ver tb. f. 1823 e f. 0021.

A 1 de Setembro de 1888, o Cardeal Patriarca de Lisboa nomeou o presbítero e confessor do antigo Convento da Esperança, Sebastião José de Azevedo, para verificar o inventário e recolher os objectos de culto (f. 0013e f. 1821).

Os títulos de dívidas públicas, inscripções de assentamento e outros, no valor de 131.521$870 reis (f. 0021), juntamente com o titulo nº 7867, da renda vitalícia annual de 249$738 reis, foram os primeiros a ser recolhidos, constando do oficio nº 1775, de 23 de Agosto (f. 0226-0227).

A 10 de Outubro do mesmo ano, o Administrador do 4º Bairro ordenou a vende das uvas, hortaliças e cannas, assim como umma junta de bois e uma carroça, que existiam na Cêrca do Convento, a qual Cêrca foi arrematada por 28.500 reis, a junta de bois por 135.000 reis; a carroça por 31.500 reis; as uvas, hortaliças e canas por 88.000 reis (f. 0022).

A 15 de Novembro de 1888 celebrou-se um contrato provisório entre o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa de cedência da posse do convento, da cerca e da igreja (f. 0067-0071). O contrato, aprovado em sessão de Câmara, de 24 do corrente mês (f. 0069), previa também a entrega dos prédios urbanos que o Convento possuía na Rua da Esperança (f. 0023). A 20 de Novembro (Of. nº 44560) foram intimados para despejo no fim do anno, todos os inquilinos, como constava do auto de inventario lavrado a 27 de Dezembro de 1888 (f. 0022).

Entre as condições do contrato com a Câmara, estava a construção das fábricas das futuras padarias municipaes e o prolongamento da Rua Duque da Terceira até ao largo de São Bento (f. 0057-0058). Note-se que o terreno da cerca compreendido entre a futura avenida e a Rua de São Bento tinha sido concedido, por Carta de Lei de 22 de Junho de 1883, á Sociedade das Casa do Asilo da Infância Desvalida de Lisboa e à Associação das Creches, para construírem dois edifícios escolares (f. 0016).

A rapidez de todo o processo de tomada de posse pelo município foi, de resto, mencionada pelo avaliador, quando disse que não permitio uma descripção e avaliação exactos (f. 0023). Acrescenta-se que o edifício e dependencias foram entregues à Camara em 27 de Dez de 1888, avaliados em 45.000$000 reis, sendo o rendimento anual das propriedades cedidas de 500$400 reis (f. 0084). Ainda em Novembro de 1888 foram identificados 74 padrões de juro que perfaziam o juro anual de 4.489$657 reis (f. 0023).

Mais trabalhoso e moroso foi o processo de identificação e descrição dos objectos de culto, que só ficou concluído a 2 Maio de 1889 (f. 0023 e f. 2009) e cujo valor montou em 16.184$200 reis (f. 0024). Foram enviadas cópias ao Prelado, para depósito, e ao Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, por ofício nº 1767, de 21 de Junho de 1889 (f. 0024).

O Inventário iniciado em Agosto de 1888 e terminado em 3 de Junho de 1889 (f. 0027) compreendia: Objectos de culto (16.184$300 rs.); Moveis, livros e alguns quadros (1.401$720 rs.); Títulos de dívidas publicas (131.881$598 rs.); Padrões de juro (4.489$657 rs.); Títulos de renda vitalícia (397$728 rs.); Convento, egreja e mais prédios em domínio de propriedade (55.000$000 rs.) - (f. 0024). Este último valor distribuía-se da seguinte forma: Convento e suas dependências (20.000$000 rs.); Egreja com seu Altar-mor e Cinco Altares lateraes (16.000$000 rs.); Cêrca e outros terrenos (9.000$000 rs.) - f. 2118). Em 1888, o rendimento anual dos prédios urbanos da Rua da Esperança era de 500$400 rs. (f. 2119).

O inventário, juntamente com alguns cadernos (de 1856), foram enviados ao Director Geral da Direcção dos Próprios Nacionais, a 6 de Maio de 1889 (f. 0027-0028).

Num quadro mais preciso dos bens móveis (f. 1815) ficam-nos os seguintes valores (em réis): Imagens (1.788$400); Alfaias (515$500); Ornamentação (tecidos - 2.193$000); Flores (papel, pano, cambraia - 33$700); Ornamentos (madeiras - 1.332$400); Ouro, Prata e Pedras (474$800); Quadros (8.613$700); Livros (34$100); Órgão (600$000). A longa lista de inventário dos bens móveis começa pela Imagens (f. 1831 e segs.).

Foram nomeados louvados para avaliação dos objectos de culto: Silvério António Marques para as Imagens, Roupas, Ornamentos de madeira (f. 1829), Mobilia (f. 2029) e Órgão (f. 2007); Francisco José Tavares para as peças de Ourivesaria (f. 1957); Manuel Victor Rodrigues para os Quadros (f. 1973); e Luís Cardoso Rebelo Trindade para os Livros (f. 2003).

À data tinham já sido entregues 20 objectos (f. 0025), cujos termos de entrega constavam do Inventário e permitem identificar várias entidades recebedoras, entre elas: a Academia de Bela Artes; a Inspecção Geral das Bibliotecas e Arquivos; a Igreja de Santos-o-Velho; a Junta de Paróquia do Olival (concelho de Vila Nova de Ourém); a Junta de Paróquia de Alpiarça; a Irmandade do SS. Sacramento da Freguesia dos Mártires; o Mosteiro da Encarnação; os Irmãs Hospitaleiras; a Junta de Paróquia de S. Carlos de Fataunços; a Irmandade do SS. Sacramento da freguesia das Mercês; ao Asilo para Educação das Costureiras e Criadas; à Freguesia da Serra do Bruno; a Freguesia do Coração de Jesus; a Irmandade do SS. da Freguesia de S. Julião; ou a Ordem Terceira de S. Francisco do Campo Grande.

Do inventário ficamos a saber que houve um primeiro levantamento dos bens e rendimentos, propriedades, foros, dividas activas e passivas, em 1856, de que resultou o Caderno 3 que continha a relação dos prédios urbanos do convento da Esperança (f. 1796-1798). Foi efectuado por Miguel Augusto Pacheco, aspirante de 2ª classe da Repartição da Fazenda d'este Disctricto, e Secretario da Commissão d'Inventariação dos bens do mesmo Convento, presidida por Joaquim José Tomás, contando ainda com a presença da abadessa, Soror Joaquina do Amor Divino (f. 1801). Ficou por fazer o inventário das alfaias e dos títulos (f. 0015-0016). Ver tb. f. 0833 a 0837).

A identificação, descrição e avaliação dos prazos e foros foi, de todas, a mais demorada, sobretudo por corresponder a três conventos - Esperança, Santa Clara e Monte Calvário, estes dois últimos incorporados ao primeiro pelo Decreto de D. Maria I, de 14 de Janeiro de 1791. Ficou entregue a José Maria de Lima, a quem coube a tarefa de confirmar os livros de contas correntes dos tês conventos, a partir de 24 de Novembro de 1890 (f. 1719). A 19 de Março de 1894 enviou à 2ª Repartição da Fazenda uma lista intitulada Mappa dos Prazos avaliados e lançados nos processos 7ª, 8ª, 9ª, 10ª e 11ª partes e partes de alguns já lançados na 1ª, 2ª, 3ª, 4ª 5ª e 6ª partes e em outros processos avulsos, e em outros processos intraordinarios dos incobráveis, pertencentes ao Convento Supprimido de Nossa Senhora da Piedade da esperança de Lisboa (f. 1696-1719).

Inventário de extinção
ANTT, Ministério das Finanças, Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança Lisboa, cx. 1957 a 1962, http://digitarq.arquivos.pt/details?id=4224411

A 11 de Agosto de 1888 faleceu a última freira e abadessa do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança, em Lisboa, Soror Joaquina Cândida de Jesus (f. 0005 e f. 0021). A 13 do mesmo mês, como não chegasse a confirmação do óbito da parte do Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, seguiu um ofício (nº 44560) da Direcção Geral dos Próprios Nacionais para que o Director da 2ª Repartição da Fazenda tomasse posse do edifício (f. 0224). A informação da morte da religiosa só chegaria ao Ministério da Fazenda a 31 de Agosto, por ofício nº 44690 (f. 0021 e f. 0005-0010).

A 14 de Agosto de 1888, o Administrador do 4º Bairro, o bacharel Manuel Joaquim Carrilho Garcia, foi em presença tomar posse do conjunto; a 16 do mesmo mês, a Direcção Geral dos Próprios Nacionais solicitou ao Cardeal Patriarca a nomeação de um eclesiástico para assistir ao inventario dos bens; e, no mesmo dia, nomeou para organizar o inventário, o bacharel Henrique Joaquim de Abranches Bizarro (f. 0021 e f. 1817). A tomada de posse do convento, egreja, cêrca, casas anexas, suas dependências e mais bens, deu-se a 21 de Agosto, como consta do auto de inventário, começando pela confirmação dos limites: do Norte com a Calçada da Estrella; do Sul com o Largo da Esperança; de Este com prédios da Rua de São Bento; e Oeste, com Caminho Novo e Travessa do Pasteleiro (f. 1824). Ver tb. f. 1823 e f. 0021.

A 1 de Setembro de 1888, o Cardeal Patriarca de Lisboa nomeou o presbítero e confessor do antigo Convento da Esperança, Sebastião José de Azevedo, para verificar o inventário e recolher os objectos de culto (f. 0013e f. 1821).

Os títulos de dívidas públicas, inscripções de assentamento e outros, no valor de 131.521$870 reis (f. 0021), juntamente com o titulo nº 7867, da renda vitalícia annual de 249$738 reis, foram os primeiros a ser recolhidos, constando do oficio nº 1775, de 23 de Agosto (f. 0226-0227).

A 10 de Outubro do mesmo ano, o Administrador do 4º Bairro ordenou a vende das uvas, hortaliças e cannas, assim como umma junta de bois e uma carroça, que existiam na Cêrca do Convento, a qual Cêrca foi arrematada por 28.500 reis, a junta de bois por 135.000 reis; a carroça por 31.500 reis; as uvas, hortaliças e canas por 88.000 reis (f. 0022).

A 15 de Novembro de 1888 celebrou-se um contrato provisório entre o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa de cedência da posse do convento, da cerca e da igreja (f. 0067-0071). O contrato, aprovado em sessão de Câmara, de 24 do corrente mês (f. 0069), previa também a entrega dos prédios urbanos que o Convento possuía na Rua da Esperança (f. 0023). A 20 de Novembro (Of. nº 44560) foram intimados para despejo no fim do anno, todos os inquilinos, como constava do auto de inventario lavrado a 27 de Dezembro de 1888 (f. 0022).

Entre as condições do contrato com a Câmara, estava a construção das fábricas das futuras padarias municipaes e o prolongamento da Rua Duque da Terceira até ao largo de São Bento (f. 0057-0058). Note-se que o terreno da cerca compreendido entre a futura avenida e a Rua de São Bento tinha sido concedido, por Carta de Lei de 22 de Junho de 1883, á Sociedade das Casa do Asilo da Infância Desvalida de Lisboa e à Associação das Creches, para construírem dois edifícios escolares (f. 0016).

A rapidez de todo o processo de tomada de posse pelo município foi, de resto, mencionada pelo avaliador, quando disse que não permitio uma descripção e avaliação exactos (f. 0023). Acrescenta-se que o edifício e dependencias foram entregues à Camara em 27 de Dez de 1888, avaliados em 45.000$000 reis, sendo o rendimento anual das propriedades cedidas de 500$400 reis (f. 0084). Ainda em Novembro de 1888 foram identificados 74 padrões de juro que perfaziam o juro anual de 4.489$657 reis (f. 0023).

Mais trabalhoso e moroso foi o processo de identificação e descrição dos objectos de culto, que só ficou concluído a 2 Maio de 1889 (f. 0023 e f. 2009) e cujo valor montou em 16.184$200 reis (f. 0024). Foram enviadas cópias ao Prelado, para depósito, e ao Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, por ofício nº 1767, de 21 de Junho de 1889 (f. 0024).

O Inventário iniciado em Agosto de 1888 e terminado em 3 de Junho de 1889 (f. 0027) compreendia: Objectos de culto (16.184$300 rs.); Moveis, livros e alguns quadros (1.401$720 rs.); Títulos de dívidas publicas (131.881$598 rs.); Padrões de juro (4.489$657 rs.); Títulos de renda vitalícia (397$728 rs.); Convento, egreja e mais prédios em domínio de propriedade (55.000$000 rs.) - (f. 0024). Este último valor distribuía-se da seguinte forma: Convento e suas dependências (20.000$000 rs.); Egreja com seu Altar-mor e Cinco Altares lateraes (16.000$000 rs.); Cêrca e outros terrenos (9.000$000 rs.) - f. 2118). Em 1888, o rendimento anual dos prédios urbanos da Rua da Esperança era de 500$400 rs. (f. 2119).

O inventário, juntamente com alguns cadernos (de 1856), foram enviados ao Director Geral da Direcção dos Próprios Nacionais, a 6 de Maio de 1889 (f. 0027-0028).

Num quadro mais preciso dos bens móveis (f. 1815) ficam-nos os seguintes valores (em réis): Imagens (1.788$400); Alfaias (515$500); Ornamentação (tecidos - 2.193$000); Flores (papel, pano, cambraia - 33$700); Ornamentos (madeiras - 1.332$400); Ouro, Prata e Pedras (474$800); Quadros (8.613$700); Livros (34$100); Órgão (600$000). A longa lista de inventário dos bens móveis começa pela Imagens (f. 1831 e segs.).

Foram nomeados louvados para avaliação dos objectos de culto: Silvério António Marques para as Imagens, Roupas, Ornamentos de madeira (f. 1829), Mobilia (f. 2029) e Órgão (f. 2007); Francisco José Tavares para as peças de Ourivesaria (f. 1957); Manuel Victor Rodrigues para os Quadros (f. 1973); e Luís Cardoso Rebelo Trindade para os Livros (f. 2003).

À data tinham já sido entregues 20 objectos (f. 0025), cujos termos de entrega constavam do Inventário e permitem identificar várias entidades recebedoras, entre elas: a Academia de Bela Artes; a Inspecção Geral das Bibliotecas e Arquivos; a Igreja de Santos-o-Velho; a Junta de Paróquia do Olival (concelho de Vila Nova de Ourém); a Junta de Paróquia de Alpiarça; a Irmandade do SS. Sacramento da Freguesia dos Mártires; o Mosteiro da Encarnação; os Irmãs Hospitaleiras; a Junta de Paróquia de S. Carlos de Fataunços; a Irmandade do SS. Sacramento da freguesia das Mercês; ao Asilo para Educação das Costureiras e Criadas; à Freguesia da Serra do Bruno; a Freguesia do Coração de Jesus; a Irmandade do SS. da Freguesia de S. Julião; ou a Ordem Terceira de S. Francisco do Campo Grande.

Do inventário ficamos a saber que houve um primeiro levantamento dos bens e rendimentos, propriedades, foros, dividas activas e passivas, em 1856, de que resultou o Caderno 3 que continha a relação dos prédios urbanos do convento da Esperança (f. 1796-1798). Foi efectuado por Miguel Augusto Pacheco, aspirante de 2ª classe da Repartição da Fazenda d'este Disctricto, e Secretario da Commissão d'Inventariação dos bens do mesmo Convento, presidida por Joaquim José Tomás, contando ainda com a presença da abadessa, Soror Joaquina do Amor Divino (f. 1801). Ficou por fazer o inventário das alfaias e dos títulos (f. 0015-0016). Ver tb. f. 0833 a 0837).

A identificação, descrição e avaliação dos prazos e foros foi, de todas, a mais demorada, sobretudo por corresponder a três conventos - Esperança, Santa Clara e Monte Calvário, estes dois últimos incorporados ao primeiro pelo Decreto de D. Maria I, de 14 de Janeiro de 1791. Ficou entregue a José Maria de Lima, a quem coube a tarefa de confirmar os livros de contas correntes dos tês conventos, a partir de 24 de Novembro de 1890 (f. 1719). A 19 de Março de 1894 enviou à 2ª Repartição da Fazenda uma lista intitulada Mappa dos Prazos avaliados e lançados nos processos 7ª, 8ª, 9ª, 10ª e 11ª partes e partes de alguns já lançados na 1ª, 2ª, 3ª, 4ª 5ª e 6ª partes e em outros processos avulsos, e em outros processos intraordinarios dos incobráveis, pertencentes ao Convento Supprimido de Nossa Senhora da Piedade da esperança de Lisboa (f. 1696-1719).

Cronologia
Ant. 1524 Contrato de aforamento (perpétuo) da Quinta da Sizana (ou da Sicana), anexa à Capela de Estevão da Guarda, por D. Isabel de Mendanha, mulher de D. João de Meneses, para construir um mosteiro.
c. 1752 Aquisição do terreno onde seria construído o Chafariz da Esperança, às freiras do convento (297$000 rs.).
1524-01-16 Breve do Papa Clemente VII a autorizar a fundação de uma casa religiosa da Ordem de Santa Clara, sob invocação de Nossa Senhora da Piedade.
1527 Início da construção da igreja e das primeiras dependências conventuais de Nossa Senhora da Piedade, na Quinta da Sizana ou Sicana, à Boa Vista.
1528-10 Testamento de D. Isabel de Mendanha: pedia para que se continuasse a obra do seu mosteiro, para rendimento do qual deixava várias fazendas (quatro herdades no Alentejo e um casal em Muge), e que fosse terminado pelos monarcas D. João III e D. Catarina de Áustria.
1531-10-13 Codicilo ao testamento de D. Isabel de Mendanha, reiterando as vontades anteriores.
1532 | 1536 D. Joana de Eça, viúva de Pedro Gonçalves da Câmara, continua as obras do mosteiro, como benfeitora e protectora. Residiu no convento até assumir as funções de camareira-mor de D. Catarina de Áustria (pelo menos desde 1550).
1532-08-20 Morte de D. Isabel de Mendanha, estando o convento ainda muito incompleto. O claustro era de pequenas dimensões e encontrava-se por fechar.
1536 | 1571 Construção da sala do capítulo e do coro.
1536-10-15 Eleição da 1ª Abadessa do Convento de Nossa Senhora da Piedade, D. Inês de Deus (governou até 1538).
1536-10-25 Entram as primeiras onze religiosas no edifício, nove provenientes do Convento da Conceição, no Funchal (Inês de Deus, Maria da Assunção, Helena de Jesus, Bárbara da Assunção, Clara do Paraíso, Inês de São Francisco, Ana do Espírito Santo, Ana de São João e Ângela de Jesus) e duas do de Santa Clara de Santarém (Inês do Espírito Santo e Joana de Santa Clara).
1551 O convento tinha 37 freiras, 28 servidores e 500 cruzados de rendas. A igreja tinha uma capela-mor e duas confrarias, uma delas de Nossa Senhora da Esperança (com imagem pintada num altar colateral), que integrava pilotos e mestres do mar, da carreira de São Tomé, e rendia 180 cruzados/ano.
1557 Após a morte de D. João III, a rainha D. Catarina recolhe-se, com frequência, nuns paços junto ao mosteiro, onde ficava com os netos D. Maria e D. Sebastião.
1560 Data num retábulo com relevos em terracota, transferido para o Museu de Arte Antiga em 1891.
1564 Breve do Papa Pio IV que estipula para o convento o número máximo de 50 religiosas e 15 serviçais, sendo três lugares de nomeação da rainha (para ao quais deixou um padrão de juro de 90.000 réis assentados na Casa das Carnes).
1571 D. Joana de Eça foi sepultada no coro do convento, deixando vários bens às religiosas, entre os quais 190.000 réis de foros na ilha da Madeira, em troca de uma missa quotidiana.
1581-12 D. Catarina dotou o convento com um Padrão de 90.000 réis de juro por "três lugares perpétuos, assentados nas Casa das Carnes".
1594 | 1596 Construção do dormitório novo aproveitando as ditas casas da rainha D. Catarina; ampliação e remodelação da enfermaria; colocação de alegretes forrados a azulejo na quadra do claustro.
1596 Breve do Papa Clemente VIII autorizando a admissão de mais 5 servidoras, ficando em 20 o número máximo.
1597 | 1599 Obra do coro-alto.
1606 | 1608 Revestimento a azulejos de umas paredes da nave (uma lateral) e do coro, a expensas da comunidade, ficando as demais a cargo das confrarias sediadas na igreja.
1609-02-06 Escritura de compra do foro do terreno do chamado Caminho Novo, aos religiosos do Mosteiro de São Bento.
1610 | 1612 Construção do muro a dividir a vinha; lajeamento da antiga cozinha; condução da água atá à fonte do claustro.
1612 | 1614 Construção dos muros da horta e da vinha, com portas de pedraria.
1613-08-13 Conserto do Caminho Novo.
1614 Obra na capela-mor, feitura dos altares colaterais e do arco triunfal; colocação de "azulejos de brutesco"; o retábulo-mor foi dourado novamente; lajeamento do pavimento da capela-mor.
1617 Obras no terreiro da igreja, que foi lajeado e calcetado pela Câmara de Lisboa.
1618 | 1620 Remodelação do refeitório e revestimento das paredes a "azulejos com brutesco, a azul e branco"; abertura de quatro frestas grandes, porta e janela de pedraria; feitura da ministra do refeitório, com portas e janelas de bordo; revestimento do tecto em gesso e molduras policromas. Derrube do que restava do ?Palacio de D. Catarina?; reedificação do ante-coro, revestido a azulejos azul e branco; feitura da porta regral, em madeira de bordo e grades de ferro. Execução de duas janelas da torre; feitura da nova sacristia e dos caminhos do jardim, com seis quadras, ladrilhados a tijolo e azulejo.
1620 | 1623 Reconstrução do muro do jardim do coro que estava a cair; construção de um dormitório nas três casas junto à Casa do Lavor. Feitura de um engenho para levar a água da fonte para o claustro, para a varanda de cima até à cozinha da enfermaria; colocação de um telheiro sobre a porta regral.
1623 | 1626 Reconstrução do muro da cerca que caíra; reforma da casa dos Capelães e construção da sacristia de fora, em pedraria.
1626 | 1629 Reforma das coberturas e construção de uma casa na vinha de fora.
1635 | 1638 Conserto das varandas de madeira, das abóbadas de gesso e pintura; ladrilhamento do pavimento do locutório e arranjo das abóbadas; revestimento a azulejo da casa do capítulo; conserto da enfermaria e abertura de quatro janelas na cela.
1638 | 1641 Feitura do claustro pequeno com colunas de pedra.
1650 | 1653 Conserto do dormitório, que se achava arruinado.
1664 | 1667 Renovação da portaria de fora, com revestimento a azulejo nas duas casas e colocação do respetivo alpendre.
1667-03-01 As quatro religiosas capuchinhas francesas que se encontravam alojadas no Convento de Nossa Senhora da Quietação mudam-se provisoriamente para o Convento de Nossa Senhora da Esperança.
1667-04-18 Procissão solene de passagem das religiosas capuchinhas francesas para do Convento de Nossa Senhora da Esperança para uma ermida provisória situada junto ao seu convento em construção.
1667-11-02 A rainha D. Maria Francisca Isabel de Saboia recolheu-se no Convento da Esperança. Casou com o Príncipe Regente D. Pedro a 2 de Abril de 1668.
1670 | 1673 Colocação de uma rótula no mirante; colocação de azulejos na sacristia e pintura do tecto; colocação de novas vidraças; feitura de 58 braças de muro na horta.
1672-11-16 Petição das Freiras, para não serem obrigadas a pagar à Câmara 30 mil rs./ano de uma fazenda; o rei decidiu que não se cobrasse por serem religiosas pobres e ser o juro para seus alimentos.
1673 | 1688 Consertos vários. Ladrilhamento da segunda casa da portaria; revestimento a talha da cimalha e do arco triunfal da igreja.
1689 Fundação da Confraria do Amor Divino, por iniciativa da religiosa Helena da Cruz.
1694 | 1700 Consertos vários no convento. Feitura de uma capela em talha dourada na igreja.
1704 Residem no convento 38 religiosas professas, 1 noviça, 13 educandas e 24 serviçais da comunidade (não havia serviçais particulares).
1712 Residem no convento 70 religiosas, quase todas fidalgas, 3 confessores e 2 donatos e tem a renda de 9 mil cruzados.
1730-07-29 Aprovação do Compromisso da Congregação do Senhor Jesus dos Navegantes e Senhora da Caridade.
1735 D. Mariana das Estrelas manda reformar um dormitório (8 mil cruzados).
1751-08-03 Alvará a conceder uma esmola de 15 moios de trigo às religiosas do Convento da Esperança, por serem muito pobres
1751-09-17 Certidão régia a favor da petição da madre e religiosas para "reparar-lhe o seu Convento que se achava muyto arruinado".
1752-11-15 Aprovação régia do Projecto do Chafariz da Esperança, da autoria do arquitecto Carlos Mardel.
1753-04 | 1753-11 Início da canalização da zona da Esperança.
1755-11-01 As abóbadas da Igreja da Esperança caíram com o terramoto, tendo obrigado à demolição das paredes; algumas partes do convento ficaram também danificadas.
1756 Alvarás a autorizarem a reconstrução do edifício e da zona da cerca para receber religiosas de outros conventos de Clarissas (Santa Clara e Calvário).
1756-03 Execução do massame do Chafariz da Esperança e do troço que dele partia para a zona do Poço dos Negros até onde o aqueduto fazia ângulo para o interior da cerca das freiras.
1758-04-27 Nas "Memórias Paroquiais", Gonçalo Nobre da Silveira, pároco de Santos-o-Velho, no seu curto relatório disse apenas que, de modo geral ("mais ou menos"), todos os conventos sofreram danos, estando a ser reparados.
1759-04 | 1760-03 Execução do Arco da Rua de São Bento para passar o troço da Galeria da Esperança até "à baliza e muro da cerca de baixo".
1759-07-22 Nas "Memórias Paroquiais", o prior de Santa Engrácia, referiu que as Religiosas de Santa Clara "estavam tresladas no Convento da Esperança".
1768 Continuação da obra do Chafariz da Esperança, sob direcção do arquitecto Miguel Ângelo Blasco.
1778-11-20 Alvará da Rainha D. Maria I a conceder de esmola 4 arrobas de cera/ano.
1798 Conclusão da obra do Aqueduto ou Galeria da Esperança.
1826-06-29 Anunciada a venda de uma propriedade de casas na Rua dos Poiais de São Bento, nºs 8-9, foreiras ao Convento da Esperança em 225 réis com laudémio de vintena e que rendem cem mil réis por ano.
1826-06-29 Anúncio de que se encontra à venda uma propriedade de casas na Rua dos Poiais de São Bento, 8 e 9, foreiras ao Convento da Esperança em 225 réis «com laudemio de vintena» e que rendem cem mil réis por ano.
1829-01-28 Anunciado na Gazeta de Lisboa que vai ser posto à venda um prazo, foreiro em vidas ao Convento da Esperança em 1$750 anuais. O prazo fica na Cruz da Pedra (Benfica) e consta de casas nobres, horta, poço de nora, terras de pão, etc..
1832-01-10 Pela Intendência Geral da Polícia são remetidas à Comissão estabelecida na Casa da India os donativos para a aquisição de capotes e outros objectos para os Corpos de voluntários Realistas e de milícias. Da lista de doadores fazem parte as religiosas do Convento da Esperança, com a quantia de 24$000 réis.
1832-10-27 No âmbito do Aviso de 19 de Setembro, do Ministério dos Negócios da Guerra, relativo aos donativos de lenços e roupas para os hospitais militares, as religiosas do Convento da Esperança entregam «9l lenços de linho, sendo 7 novos, 1 dito de estôpa, 6 arrateis e 13 onças de fios, 12 arrateis e 12 onças de panno para curativo».
1833 Descrição e desenho da frontaria da Igreja do Convento da Esperança, por Luís Gonzaga Pereira.
1834-05-30 Decretada a extinção de todas as casas religiosas masculinas das Ordens regulares e a nacionalização dos seus bens. As comunidades femininas mantêm-se mas ficam impedidas de emitir votos.
1858-05-10 Auto de abertura do inventário de todos os bens e rendimentos do convento.
1858-08-02 Aprovada em sessão de câmara uma proposta do vereador Fernandes Chaves para que a Comissão Técnica apresente uma planta que «comprehenda todos os melhoramentos de que o sítio da Praia de santos carece, afim não só de aformosear este local, como de prevenir a que de futuro quaisquer predios, que ali se hajam de construir, esteja sujeitos ás indicações da planta que houver de ser aprovada...».
1861-04-04 Lei sancionando o decreto das cortes gerais de 28 de Março de 1861, que estabelece os termos em que deve proceder-se à desamortização dos bens eclesiásticos. O artº 11º refere que "Todos os bens que, no termo d´esta lei, constituírem propriedade ou dotação de algum convento que for supprimido na conformidade dos canones, serão exclusivamente aplicados á manutenção de outros estabelecimentos de piedade ou instrucção e á sustentação do culto e clero". E que uma lei especial regulará esta aplicação.
1862-05-31 Decreto que regula a execução do artigo 11º da Lei de 4 de Abril de 1861. Inclui as instruções "sobre a administração e rendimento dos conventos de religiosas suprimidos".
1870-10-18 Vistoria à cerca do convento no Caminho Novo, com vista à aquisição de uma parte de terreno para alrgamento da Rua do Pasteleiro e construção de um lavadouro.
1873-09-29 Apresentada em sessão de câmara a planta e o orçamento (4.469$498) do lavadouro público a construir no Caminho Novo, dentro da cerca das freiras da Esperança.
1874-04-09 Após autorização do governo, a Câmara inicia os procedimentos relativos à expropriação por utilidade pública de uma parte da cerca do convento para construção de um lavadouro público.
1874-05-18 Proposta da Câmara para que se peça ao governo a expropriação por utilidade pública de 2050m2 da cerca do Convento da Esperança.
1875-04-19 Aprovada proposta do vice-presidente, de 18 de Abril de 1874, para alargamento da Rua do Pasteleiro e construção de um lavadouro para substituir o do Cais do Tojo, e para que se solicite ao governo a sua expropriação por utilidade pública. A área a expropriar é de 1996m2 e o orçamento para o lavadouro de 6:300$000.
1876-07-25 Decreto declarando ser de utilidade pública e urgente a expropriação de 1996,13m2 da cerca do Convento da Esperança, com o fim de alargar a Travessa do Pasteleiro e a Rua do Caminho Novo, e de construir um lavadouro público.
1878-01-02 A Câmara já tinha dado início à obra de construção do lavadouro.
1880-12-12 Proposta do vereador Luiz d´Almeida Albuquerque para se requerer ao Governo que declare de utilidade pública urgente a expropriação de parte do convento e da cerca das religiosas da Esperança, necessária para a continuação da Rua Duque da Terceira.
1881-08-06 Decreto declarando de utilidade pública e urgente a expropriação de parte do Convento da Esperança e cerca anexa necessária para a abertura da Rua 24 de Julho até ao Largo das Cortes.
1881-11-23 Aprovada a proposta do vereador Luiz d´Almeida Albuquerque para que, para a abertura da Rua Duque de Terceira, se expropriem às religiosas do Convento da Esperança os prédios na Rua da Esperança, 30 a 70 pela quantia de 7:500$500, bem como parte do convento, da cerca e da igreja pela quantia de 16:053$900, deduzindo-se deste valor os 4:680$00 das obras que irão ser feitas na igreja pela câmara.
1883-06-22 Carta de Lei sancionando o decreto das cortes gerais de 8 de Junho, que concede à Sociedade das Casas de Asilo da Infância Desvalida de Lisboa e à Associação das Creches um terreno da cerca do convento da Esperança (entre a Rua de São Bento e a nova avenida que irá ligar os largos da Esperança e das Cortes) para a construção de dois edifícios.
1883-07-05 Doação do Governo à Fundação da Sociedade das Casas de Asilo de Infância Desvalida e à Associação das Creches, do terreno da Cerca do Convento da Esperança, para serem construídos dois edifícios, com a cláusula de reversão para o Estado caso deixassem de ter essas funções.
1884-02-14 A repartição técnica da Câmara recorda a expropriação urgente dos prédios e de parte da cerca do extinto convento das freiras da Esperança.
1885-11-18 Inauguração dos edifícios do Asilo da Esperança (ou Asilo José António Nunes) e da Creche de Nossa Senhora da Conceição.
1888-08 | 1889-06 Organização e verificação de cadernos do inventário, identificação e descrição dos objectos de culto, dos prazos e foros, dos padrões de juro. Neste período entregaram-se vários objectos de culto a diversas entidades, entre elas a Academia de Belas Artes, a Inspecção Geral das Bibliotecas e Arquivos, juntas de paróquia, irmandades, asilos, etc. No inventário das propriedades e foros são referidas propriedades nos concelhos de Alcácer, Aldeia Galega, Almada, Almeirim, Arruda, Azambuja, Belém, Cascais, Lisboa, Loures, Lourinhã, Mafra, Moita, Óbidos, Oeiras, Portel, Redondo, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Seixal, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras, Vila Franca de Xira.
1888-08-11 Morte da última religiosa professa, a abadessa soror Joaquina Cândida de Jesus, e extinção do convento.
1888-08-14 Informação da Direcção Geral dos Próprios Nacionais para o Administrador do 4º Bairro de Lisboa tomar posse do edifício conventual.
1888-08-16 Nomeação do bacharel Henrique Joaquim de Abranches Bizarro para organizar e verificar o processo de inventário dos bens.
1888-08-21 Tomada de posse do edifício pela Fazenda Nacional.
1888-10-10 Venda das frutas (uvas), hortaliças e canas, bem como de uma junta de bois e uma carroça que existiam na cerca do convento, tudo por 264$500 réis. Por seu turno, a cerca foi arrematada por 28$500 réis.
1888-11-01 O Cardeal Patriarca nomeia o padre Sebastião José de Azevedo para verificar o inventário e recolher os objectos de culto do antigo convento, onde fora confessor.
1888-11-15 Contrato provisório entre o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa de cedência da posse do convento, da cerca e da igreja, bem como dos prédios urbanos da Rua da Esperança, para a construção das fábricas da Padaria Municipal e da abertura de uma avenida no prolongamento da Rua Duque da Terceira.
1888-11-20 Intimação aos inquilinos dos prédios da Rua da Esperança, para saírem até ao final do ano.
1888-11-24 Apresentado em sessão de câmara o contrato provisório celebrado a 15 de Setembro com o Ministério da Fazenda, relativo à concessão do edifício do extinto Convento da Esperança para estabelecimento de uma padaria municipal
1888-12-27 Entrega do edifício e dependências (avaliados em 45:000$000 réis), à Câmara Municipal de Lisboa.
1889-02-06 Em sessão da Comissão Executiva da CML o vereador do Serviço de obras dá conhecimento do ofício da repartição técnica em que se informa que em virtude de não estar ainda concluido o inventário, pela Fazenda Nacional, dos móveis, objectos de artes e alfaias do culto, não pôde a câmara tomar posse do edifício.
1889-03-02 Em sessão da Comissão Executiva, o vereador do Serviço de obras apresnenta um ofício da repatição técnica informando que a venda dos materiais provenientes da demolição de parte do convento foi de 217$250 réis.
1889-03-24 A Comissão Executiva da CML informa não ser da competência da câmara a autorizar o pedido da administração da Ordem Terceira de São Francisco para que sejam cedidos vários objectos do Convento da Esperança para a sua igreja no Campo Grande.
1889-03-27 Em sessão da Comissão Executiva da CML o vereador do Serviço de Obras dá conhecimento do ofício da repartição técnica com a relação dos materiais provenientes da demolição do convento, para serem vendidos em leilão.
1889-04-03 Em sessão da Comissão Executiva da CML é aceite o pedido da paróquia do Olival-Ourém, para serem conservados até ao final de Maio, no convento, os altares e mais objectos que lhe foram concedidos pelo Decreto de 24 de Janeiro de 1889.
1889-07-04 A Irmandade de Nossa Senhora das Dores em Belém pede a cedência de um reposteiro, um pluvial, jarras, vasos de louça e uma esteira pertencentes ao antigo convento.
1889-07-10 A Comissão Executiva da CML envia à repartição técnica para que satisfaça, caso exista o material em causa, um pedido da Mesa da Irmandade de Nossa Senhora da Quietação, ao Calvário, para que lhe sejam cedidos quatro quartos de viga da igreja em demolição.
1889-07-12 Lei aprovando o contrato provisório celebrado entre o governo e a câmara relativo à concessão do extinto convento.
1889-12-19 A Comissão Executiva da CML recebe da repartição técnica uma lista com a avaliação de vários materiais provenientes da demolição de parte do extinto convento, dos quais manda anunciar o leilão.
1889-12-28 Inauguração da Rua D. Carlos I e aclamação do rei.
1890-02-06 Em sessão de câmara é apresentado e aprovado o Parecer nº 224 da Comissão Especial Consultiva de Obras Públicas Municipais, sobre o alargamento e regularização do Caminho Novo, e abertura de uma rua destinada a ligá-lo com a Rua D. Carlos I, obra orçamentada em 13:929$000. Considera a comissão que estas obras são «de toda a conveniencia, tanto em relação ao transito publico, como tendo em vista os interesses economicos municipaes».
1890-02-26 O Presidente dá conhecimento à Comissão Executiva de que na praça realizada para a venda de diversos lotes de terreno à margem da nova Rua D. Carlos, e da rua transversal entre esta e o Caminho Novo, foram arrematados o lote 4 (594m2 a 13$515 réis o m2), o lote 5 (726,26m2 a 13$800 réis o m2) e o lote 9 (dividido em lote 9A e lote 9B), ambos com 364m2 a 9$005 réis o m2.
1890-03-01 A Comissão Executiva da CML aprova a proposta da repartição técnica sobre a conveniência de se fazer o desaterro necessário para a construção de uma estação de serviço de incêndios nos terrenos do convento, aproveitando-se a terra que dali for tirada no aterro que irá ser feito para a construção da rua transversal entre o Caminho Novo e a Rua D. Carlos I, e para a rectificação e alargamento do Caminho.
1890-05-14 Aprovada a venda, a António Leite de Magalhães Bastos, de uma faixa de terreno de 11,20 m2 que pertencera ao Convento da Esperança, para ampliação do seu prédio na Travessa do Pasteleiro, 5.
1890-06-09 Indeferido em sessão de câmara o requerimento da Irmandade de Nossa Senhora da Piedade para que lhe seja concedida parte da igreja do extinto convento, para ali restaurar o culto.
1891 | 1892 Continuação da demolição e início das obras de construção do futuro quartel do corpo municipal de bombeiros (caserna), sob a direcção do arquitecto municipal José Luís Monteiro, aproveitando cantarias e alguns materiais do extinto convento
1891-07-08 Uma parte dos edifícios projectados acham-se "quasi concluídos"; proposta do vereador Albuquerque para instalar, ainda que provisoriamente, as oficinas do serviço de incêndios.
1891-11-14 Edital de atribuição do topónimo Rua dos Industriais ao antigo "Caminho Novo".
1897-05-20 Recolha provisória do material de cenário e vestuário do Teatro de S. Carlos para a "Cazerna da Esperança".
1898-05-05 Solicita-se a cedência da antiga padaria militar na Rua 24 de Julho, para substituir a que a Câmara pretendeu construir no antigo Convento da Esperança por ser o espaço insuficiente.
1900-08-23 Encontraram-se moedas de ouro e prata e um coração em madrepérola numa das dependências do extinto Convento da Esperança, chamado então "estação de incêndios nº 1".
1901 Conclusão das obras de construção do Quartel nº 1 dos Bombeiros (Serviço de Incêndios).
1901-01-13 Proposta do vereador Manuel José Monteiro: mudança do nome Caserna da Esperança para "Caserna Augusto Ferreira", em homenagem ao falecido Inspector de Incêndios, Augusto Ferreira.
1910-11-05 Edital de atribuição do topónimo "Avenida das Côrtes" à antiga Rua de D. Carlos I.

Fontes e Bibliografia
Material gráfico

Grande vista de Lisboa. Museu Nacional do Azulejo.

SEQUEIRA, Gustavo de Matos - Lisboa antes do Terramoto de 1755. Museu de Lisboa [1955-1959]. 17 tabuleiros, 10.260 x 4060mm, esc. 1: 500.

Cartografia

CARVALHO, José Monteiro de; - [Livro das plantas das freguesias de Lisboa]. Códices e documentos de proveniência desconhecida, nº 153, Freguezia de Santos, f. 10 (imagem 0034).

[Enquadramento urbano | Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança de Lisboa, 1834].

[Enquadramento urbano | Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança de Lisboa, 2015].

Manuscrito

Inventário de Extinção do Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança de Lisboa. [Manuscrito]Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Ministério das Finanças, Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança Lisboa, Cx. 1957 a 1962.

Parecer nº 37 da Comissão de Obras e Melhoramentos Municipais. [Manuscrito]12 de Abril de 1875. Arquivo Municipal de Lisboa.

Monografia

Actas das Sessões da Câmara Municipal de Lisboa no anno de 1888. Lisboa: Imprensa Democrática, 1888.

Actas das Sessões da Câmara Municipal de Lisboa. 1890. Lisboa: Imprensa Democratica, 1890, pp. 11, 37, 93, 152.

Actas das Sessões da Comissão Executiva da Câmara Municipal de Lisboa. 1889. Lisboa: Imprensa Democratica, 1889.

ANDRADE, José Sergio Velloso d´ - Memoria sobre Chafarizes, Bicas, Fontes e Poços Publicos de Lisboa, Belém, e muitos Logares do Termo. Lisboa: Imprensa Silviana, 1851.

ARAÚJO, Norberto de - Peregrinações em Lisboa, livro VII. 2ª edição Edição. Lisboa: Vega, 1993.

Archivo Municipal de Lisboa. 1873, Segunda serie. Lisboa: Typographia do Futuro, p. 1842.

Archivo Municipal de Lisboa. 1874, Segunda serie. Lisboa: Typographia do Futuro, p. 2040 e 2082.

Archivo Municipal de Lisboa. 1878, Segunda serie. Lisboa: Typographia do Futuro, p. 2.

Archivo Municipal de Lisboa. Anno de 1880. Lisboa, pp. 672-673.

Archivo Municipal de Lisboa.1881, Segunda serie. Lisboa: Typographia do Futuro, pp. 15, 101, 420, 590 e 598.

Archivo Municipal de Lisboa.1884, Segunda serie. Lisboa: Typographia do Futuro, p. 102.

BARBOSA, José - Historia da Fundação do Real Convento do S. Christo das Religiosas Capuchinhas Francesas, Vidas das Suas Fundadoras, e de algumas Religiosas insignes em virtudes. Lisboa: Officina de Francisco Luís Ameno, 1748, pp. 75-76.

BRANDÃO, João - Grandeza e Abastança de Lisboa em 1552. Lisboa: Livros Horizonte, 1990, p. 116.

CAEIRO, Baltazar Matos - Os Conventos de Lisboa. Sacavém: Distri Editora, 1989.

CAETANO, Carlos - A Ribeira de Lisboa na época da Expansão Portuguesa (Séculos XV a XVIII). Lisboa: Pandora, 2004.

CASTILHO, Júlio de - A Ribeira de Lisboa. Descrição Histórica da Margem do Tejo desde a Madre de Deus até Santos-o-Velho, volume I. 3ª edição Edição. Lisboa: Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, 1948.

CASTRO, João Bautista de - Mappa de Portugal Antigo e Moderno, Tomo Terceiro, Parte V. Lisboa: Oficina Patriarcal de Francisco Luis Ameno, 1763.

CONCEIÇÃO, Fr. Cláudio da - Gabinete Histórico que sua Magestade Fidelissima, o Sr. Rei D. Miguel [...] oferece. Desde Janeiro de 1755 a Dezembro de 1758, Tomo XIII. Lisboa: Impressão Régia, 1829.

CONCEYÇÃO, Fr. Apollinario da - Claustro Franciscano, Erecto no Dominio da Coroa Portuguesa e estabelecido sobre dezeseis venerabilissimas columnas. Expoem-se sua origem, e estado presente. Lisboa Occidental: Na Offic. de Antonio Isidoro da Fonseca, 1740, p. 134.

COSTA, Padre António Carvalho da - Corografia Portugueza e Descripçam Topográfica do Famoso Reyno de Portugal [...], Tomo Terceyro. Lisboa: Na Officina Real Deslandesiana, 1712.

História dos Mosteiros, Conventos e Casas Religiosas de Lisboa, Tomo II. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, 1972, pp. 317-327.

LEAL, Augusto Soares d´Azevedo Barbosa de Pinho - Portugal Antigo e Moderno: Diccionário Geográphico, Estatisítco, Chorographico, Heraldico. Archeologico, Historico, Biographico e Etymologico de todas as cidades, vilas e freguezias de Portugal, Volume 4. Lisboa: Lyvraria Editora de Mattos Moreira & Companhia, 1874.

MENDONÇA, Joachim Joseph Moreira de - Historia Universal dos Terremotos que tem havido no Mundo, de que ha noticia [...]. Lisboa, 1758, Na Offic. de Antonio Vicente da Silva.

OLIVEIRA, Cristóvão Rodrigues de - Sumário em que brevemente se contem algumas cousas assim eclesiásticas como seculares que há na cidade de Lisboa. Lisboa: Na Officina de Miguel Rodrigues, 1755, pp. 86-87.

PEREIRA, Luís Gonzaga - Monumentos Sacros de Lisboa em 1833. Lisboa: Biblioteca Nacional, 1927.

PORTUGAL, Fernando; MATOS, Alfredo de - Lisboa em 1758: Memórias Paroquiais de Lisboa. Lisboa: Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, 1974, p. 245.

SANTA MARIA, Frei Agostinho de - Santuario Mariano e Historia das Images Milagrosas de Nossa Senhora E das milagrosamente apparecidas [...], Tomo Primeyro. Lisboa: Officina de Antonio Pedrozo Galram, 1707.

SANTANA, Francisco; SUCENA, Eduardo - Dicionário da História de Lisboa. Lisboa: Carlos Quintas & Associados, 1994, p. 349.

SANTANA, Francisco - Lisboa na segunda metade do século XVIII: plantas e descrições das suas freguesias. Lisboa: CML, 1976.

SILVA, Augusto Vieira da - Dispersos, Volume I. Lisboa: Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, 1954, pp. 415-455.

Electrónico

Chafariz da Esperança. Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, IPA.00004943.

Mosteiro de Nossa Senhora da Piedade da Esperança / Mosteiro da Esperança. Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana. SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico, IPA.00034033.

Periódico

Decreto de 14 de Janeiro de 1791. Collecção da Legislação Portugueza desde a última compilação das Ordenações. Legislação de 1791 a 1801. Lisboa: Na Typografia Maigrense. 1828, p. 2.

Decreto de 25 de Julho de 1876. Collecção Official de Legislação Portugueza, Anno de 1876. Lisboa: Imprensa Nacional. 1877, p. 220.

Decreto de 31 de Maio de 1862. Collecção Completa de Legislação Ecclesiastico-civil desde 1832 até ao presente, 1º volume. Porto: Typographia Gutenberg. 1896.

Decreto de 6 de Agosto de 1881. Collecção Official de Legislação Portugueza, Anno de 1881. Lisboa: Imprensa Nacional. 1882, p. 207.

Gazeta de Lisboa, nº 12. Lisboa: Na Impressão Regia, [14 de Janeiro de 1832], p. 53.

Gazeta de Lisboa, nº 150. Lisboa: Na Impressão Régia, [29 de Junho de 1826], p. 604.

Gazeta de Lisboa, nº 24. Lisboa: Na Impressão Régia, [28 de Janeiro de 1829], p. 98.

Gazeta de Lisboa, nº 257. Lisboa: Na Impressão Regia, [30 de Outubro de 1832], p. 1244.

Lei de 12 de Julho de 1889. Collecção Official de Legislação Portugueza, Anno de 1889. Lisboa: Imprensa Nacional. 1890, p. 323.

Lei de 22 de Junho de 1883. Collecção Official de Legislação Portugueza, Anno de 1883. Lisboa: Imprensa Nacional. 1884, p. 200.

Lei de 4 de Abril de 1861. Collecção Official de Legislação Portugueza [...]. Anno de 1861. Lisboa: Imprensa Nacional. 1862, pp. 155-157.

MARTINS, Miguel Gomes - Da Esperança a S. Vicente de Fora: um percurso em torno de Estevão da Guarda. Cadernos do Arquivo Municipal 1ª Série, nº 3. Lisboa 1999, pp. 10-60.

Material Fotográfico
Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Exterior | Porta do carro.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Regimento Sapadores de Bombeiros | Reconstrução de parte do claustro.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Regimento Sapadores de Bombeiros | Reconstrução de parte do claustro | Pormenor.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Azulejos.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Azulejos.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Bica.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Regimento de Sapadores de Bombeiros | Oficina.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Regimento de Sapadores de Bombeiros | Oficina.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Regimento Sapadores de Bombeiros | Oficina.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Regimento Sapadores de Bombeiros | Oficina.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Exterior | Regimento Sapadores de Bombeiros.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Interior | Coro baixo. EDP001015.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Museu de Lisboa | Maqueta de Lisboa antes do Terramoto de 1755 | Pormenor.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Museu de Lisboa | Maqueta de Lisboa antes do Terramoto de 1755 | Pormenor.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Museu de Lisboa | Maqueta de Lisboa antes do Terramoto de 1755 | Pormenor.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento de Nossa Senhora da Piedade da Esperança | Museu de Lisboa | Maqueta de Lisboa antes do Terramoto de 1755 | Pormenor.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Inventariantes
Elisabete Gama - 2015-08-04
Última actualização - 2018-10-24

Imagens: 16