Ficha de Casa Religiosa
    
Designação
Convento do Santíssimo Rei Salvador

Código
LxConv078

Outras designações
Convento do Santíssimo Rei Salvador de Lisboa; Convento do Salvador; Convento de São Salvador; Convento do Santo Rei Salvador

Morada actual
Largo do Salvador

Sumário
O Convento do Santíssimo Salvador, do ramo feminino da Ordem dos Pregadores, foi fundado em 1392 por D. João Esteves, bispo do Porto, no local da antiga capela de São Salvador da Mata. Concluído em 1438, com o patrocínio da rainha D. Leonor de Aragão, o cenóbio foi sendo depois acrescentado ao longo dos séculos, adaptando-se à orografia acidentada de Alfama, para acolher o número crescente de religiosas. Destaca-se, em particular, as campanhas de obras de remodelação da igreja por Domingos Fernandes (1589-1604), discípulo de Jerónimo de Ruão, e da capela-mor riscada por Pedro Nunes Tinoco para panteão de D. Francisco Barreto de Lima e sua mulher (1616-17). Na reconstrução da igreja, muito danificada pelo Terramoto de 1755, manteve-se o arco do cruzeiro e a capela-panteão que subsistiram ao cataclismo.

A cerca conventual, de área apreciável, era dividida pela Rua do Salvador fazendo-se a ligação por passadiços superiores. O edifício do convento foi muito alterado após do Terramoto e a extinção das ordens, mantendo vestígios de elementos estruturais e arquitectónicos de diferentes fases construtivas. No geral, o edificado encontra-se em franco mau estado de conservação.

O convento foi extinto em 1884 e a igreja desafecta ao culto. A partir desta data, o edifício acolheu várias instituições de beneficência social e de instrução escolar, O antigo espaço conventual foi recentemente adaptado a hotel e na antiga igreja está instalado o Centro Cultural Dr. Magalhães Lima.

Caracterização geral
Ordem religiosa
Ordem dos Pregadores

Género
Feminino

Fundador
D. João Esteves - Encomenda

Data de fundação
1391

Data de construção
1392-11-29

Data de extinção
1884-04-19

Autoria
FERNANDES, Domingos - Pedreiro, Contrato
Vaz, Diogo - Pedreiro, Contrato
Tinoco, Pedro Nunes - Arquitecto, Documental

Tipologia arquitetónica
Arquitetura religiosa\Monástico-conventual

Componentes da Casa Religiosa - 1834
Convento
Pátio: 2
Igreja
Cerca de recreio

Caracterização actual
Situação
Convento - Parcialmente demolido(a)
Igreja - Existente
Cerca - Urbanizada

Propriedade
Câmara Municipal de Lisboa

Ocupação
Convento - Ocupado(a) - Hotel Convento do Salvador
Igreja - Ocupado(a) - Centro Cultural Dr. Magalhães Lima

Descrição
Enquadramento histórico
A origem do culto a São Salvador neste local recua à época da Reconquista Cristã, período em que terá sido fundada a ermida de São Salvador da Mata. Com a fixação da população e o crescimento do povoado em redor, tornou-se sede de paróquia de Padroado Real, estatuto que recua, pelo menos, a 1229. A fama de milagres atribuídos às imagens votivas ali expostas ocasionou a construção de um pequeno recolhimento destinado aos peregrinos que aí afluíam. Este recolhimento caracterizava-se por um conjunto de casas térreas, construídas junto à ermida ou capela, que foram, depois, ocupadas por mulheres devotas recolhidas em clausura perpétua, chegando a reunir vinte devotas. Eram, à época, conhecidas por Emparedadas ou Beatas. (BAPTISTA, 1618, pp. 4-4v e 9-14; CACEGAS e SOUSA ,II, 1767, pp. 6-9; História dos Mosteiros..., II, 1972, pp. 260-64; SILVA, I, 1968a, p. 186).

O recolhimento das Beatas de São Salvador da Mata deu origem à fundação de uma casa conventual feminina em 1391, sujeita à Ordem dos Pregadores. A iniciativa coube a D. João Esteves, bispo do Porto, com o apoio de fr. Vicente de Lisboa e de D. João I. Na origem da motivação do bispo estava o morgadio herdado de seu pai Afonso Esteves, Senhor de Salvaterra de Magos. O morgadio incluía o panteão de família fundado numa capela da igreja de São Salvador da Mata por João Esteves "o Privado", irmão de Afonso e tio do bispo do Porto. Faziam também parte da herança, as casas mandadas construir por seu tio João Esteves, que formaram o núcleo original do actual Palácio do Salvador ou dos Condes dos Arcos, contíguo ao convento e conformando a sudoeste o Largo do Salvador (BAPTISTA, 1618, pp. 14-35v; CACEGAS e SOUSA, II, 1767, pp. 9-20; História dos Mosteiros..., II, 1972, pp. 265-281).

A fundação do convento do Santíssimo Salvador obrigou a obras de adaptação e acrescentamento do primitivo recolhimento. As casas de piso térreo foram transformadas nas oficinas conventuais, acrescentadas de um piso superior destinado ao dormitório das religiosas, em virtude das condições de insalubridade, relacionadas com a situação geográfica, que tornavam difícil a sua habitação. Destinado a albergar uma comunidade de quarenta professas de véu preto, dez noviças, além das criadas, o convento só viria ser concluído em 1438, sob o patrocínio da rainha D. Leonor de Aragão, que aí terá feito também aperfeiçoar umas casas, onde anos depois se veio a recolher a infanta D. Catarina, sua filha. (BAPTISTA, 1618, pp. 28v-29 e 34v; CACEGAS e SOUSA, II, 1767, pp. 30 e 39).

Ao longo dos séculos XVI e XVII, as dependências do convento terão sido, sucessivamente, acrescentadas e ampliadas a fim de corresponder ao progressivo aumento da comunidade, que, em 1702, atingiu o número de 202 mulheres, dentre as quais 117 professas de véu preto [História dos Mosteiros..., II, 1972, p. 304). Contudo, as grandes campanhas de obras conhecidas referem-se apenas à reedificação das áreas da capela-mor e cruzeiro da igreja contratada com o mestre pedreiro Domingos Fernandes em 1589; à reconstrução da igreja (que incluiu a reforma da capela-mor para panteão por Pedro Nunes Tinoco) e do refeitório no primeiro quartel de Seiscentos e à empreitada que se seguiu a um incêndio em 1690 (TRINDADE, 2, 2000, pp. 7-20; SERRÃO, 1977, pp. 29-30; História dos Mosteiros..., II, 1972, pp. 298-299).

Entre os novos edifícios ter-se-ão contado também construções na área da cerca, e que subsistiram até ao final do século XX, quando foram destruídas. O acesso a estas casas fazia-se por passadiços sobre a Rua do Salvador, o segundo dos quais datando de 1596. Estes arcos permitiam a circulação privada entre as áreas conventuais, sem interferir na circulação pública da via, que se terá tornado um eixo importante da cidade como parece demonstrar a regulamentação do seu trânsito no reinado de D. Pedro II. Tal é testemunhado pela lápide ainda hoje exposta na rua do Salvador, entre os n.os 26 e 28, com a seguinte inscrição: "Ano de 1686. Sua Majestade ordena que os coches seges e liteiras que vierem da portaria do Salvador recuem para a mesma parte". Ou seja, determinava-se como sentido obrigatório a descida da rua em direcção ao convento, talvez pelo estreitamento da via a partir deste ponto impossibilitando a circulação nos dois sentidos.

Além de obras de raiz, o convento do Salvador foi alvo de intervenções de conservação das estruturas edificadas (reconstrução de muros do convento em 1700, por exemplo) ou trabalhos pontuais, como a construção da porta do pátio da portaria em 1738 (AML, Livro de Cordeamentos, 1700-1704, f. 64-65; AML, Livro de Cordeamentos, 1738-1740, f. 160-161v.).

Em 1755, o convento do Salvador sofreu danos consideráveis com o Terramoto, sobretudo na igreja, cuja nave ruiu (Lisboa em 1758, 1974, pp. 321 e 323; CASTRO, III, 1762-1763, p. 417). Tal não impediu o regresso das religiosas alguns meses depois, aí permanecendo até à extinção definitiva do convento em 1884.

Evolução urbana
O convento do Santíssimo Salvador localiza-se no bairro histórico de Alfama. A sua implantação foi-se acomodando à orografia acidentada do terreno, que regista um acentuado desnível entre a Rua e Largo do Salvador e a Rua das Escolas Gerais. O edifício tem a fachada principal voltada para a Rua do Salvador e é delimitado, a norte, pela Rua das Escolas Gerais e, a sudeste, pelo Largo do Salvador. A cerca conventual estendia-se para sudoeste, até ao Beco de Santa Helena, dividida em duas áreas de diferentes cotas. A ligação entre o convento e os edifícios da cerca era feita através de dois arcos com passadiços superiores sobre a Rua do Salvador, dos quais sobrevive um, designado Arco do Salvador.

Caracterização arquitectónica
As dependências conventuais, muito alteradas após o Terramoto, conformam um complexo edificado trapezoidal formado por dois corpos. O corpo principal organiza-se em torno de um grande pátio, formando três alas de quatro pisos. A quarta ala (a nordeste), que rematava o convento do lado da Rua das Escolas Gerais, foi suprimida aquando do alargamento da via pela Câmara Municipal de Lisboa proposto em 1879 e realizado alguns anos depois. Em consequência desta amputação, o pátio foi regularizado por um muro de contenção e os topos das alas poente e nascente foram rematados por fachadas de dois pisos (dado o desnível acentuado entre a Rua das Escolas Gerais e a Rua do Salvador) e três vãos. Além das novas fachadas, reconstruiu-se um sector da ala poente elevando a cércea e nivelando-a pela da ala oposta. As fachadas exteriores são de feição simples, sem elementos estruturais ou decorativos nobilitantes. Os vãos, distribuídos segundo uma métrica regular, apresentam características distintas (sobretudo nas fachadas voltadas para o pátio) que denunciam diferentes épocas construtivas.

O pátio do corpo principal do convento, parcialmente ocupado por um campo de jogos, poderá corresponder à área do antigo claustro. Alguns vestígios parecem apontar para esta possibilidade, nomeadamente o murete que delimita a área central encontra-se parcialmente revestido de azulejo enxaquetado verde e branco do final do século XVI e mantém alguns elementos estruturais como degraus de acesso e bases de colunas ou de elementos decorativos em cantaria. Também a existência de um fontanário tipo gruta numa das paredes exteriores concorre para esta dedução. No extremo da ala noroeste, regista-se a existência de uma mina de água que faria parte das estruturas hidráulicas do convento.

O segundo corpo, actualmente ocupado pela escola do ensino básico n.º 212, caracteriza-se por dois lotes construídos transversalmente à ala noroeste do convento, com fachada principal para a Rua das Escolas Gerais e, nas traseiras, um pátio limitado por muro confrontando a Rua do Salvador. O segundo lote constitui uma construção adventícia, mas o primeiro integra uma estrutura original do convento do Santíssimo Salvador. Trata-se de uma sala de dois tramos, com abóbada de cruzaria abatida lançada por mísulas. Primitivamente tinha acesso por um vão duplo (hoje entaipado) caracterizado por dois arcos de volta perfeita lançados por pilares de capitel sintético e coluna ao centro. As características estruturais desta sala, que não parecem ter sido adulteradas pela sua adaptação a balneário (hoje desactivado), mantêm-se fiéis à construção quinhentista, constituindo um dos vestígios mais antigos do convento do Salvador.

O edifício da igreja limita o convento a sudeste, com a fachada lateral conformando um dos lados do Largo do Salvador. Reconstruída no século XVII, a igreja respeitava planta de cruz latina, com capela-mor ladeada de duas colaterais, duas capelas no transepto e três na nave (1 no lado da Epístola e 2 no do Evangelho) e coro-alto. Nesta campanha, ter-se-á mantido a capela de Nossa Senhora dos Remédios, situada à esquerda da capela-mor, jazigo dos Senhores de Salvaterra de Magos. À época, estas obras conferiram-lhe uma feição mais moderna, com o interior de cobertura de volta abatida e alçados da nave e do transepto divididos em dois registos, rematados por cimalha real e decorados por tabelas. No primeiro nível, delimitado por moldura intermédia, abriam-se os arcos das capelas em arcos de cantaria. A iluminação era feita por uma janela rasgada entre tabela no registo superior do alçado da nave voltado para o Largo do Salvador. No alçado oposto, mantinha-se o mesmo desenho, embora a janela fosse cega. O tecto era decorado por pintura. (História dos Mosteiros..., II, 1972, pp. 299-300).

Actualmente, restam apenas vestígios da igreja seiscentista, que foi em parte reconstruída após o Terramoto de 1755. Nomeadamente, podem ainda observar-se o arco triunfal da capela-mor de desenho maneirista executada por Domingos Fernandes, a capela-mor revestida a cantaria de pendor clássico da autoria de Pedro Nunes Tinoco, parte do lavabo da sacristia, e uma roda conventual.

Cronologia
1101-01-01 | 1150-12-31 Data presumível de fundação da ermida de São Salvador da Mata.
1229 A ermida ou capela de São Salvador da Mata é já sede de paróquia de Padroado Real.
1251-01-01 | 1300-12-31 João Esteves da Azambuja, Senhor de Salvaterra de Magos e alcaide-mor de Lisboa (1376), institui o panteão de sua família numa capela de São Salvador da Mata, igreja que ficava na proximidade de suas casas (actualmente, o Palácio dos Condes dos Arcos).
1391 A fundação do Convento do Salvador é autorizada por breve papal promulgado por Bonifácio IX (13 de Março) e por provisão régia de D. João I (1 de Julho), que, para o efeito, cedeu o padroado da igreja ao bispo do Porto D. João Esteves, a quem coube a iniciativa da instituição do cenóbio.
1392-11-29 Cerimónia, presidida por D. João Esteves, de doação perpétua da igreja de São Salvador da Mata à Ordem dos Pregadores e de fundação do convento de religiosas dominicanas, com a sujeição à regra e constituições dominicanas das Beatas que habitavam o recolhimento contíguo à igreja. Para sustentação do convento, foram anexadas as rendas da igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica, mais tarde acrescentadas de outros réditos pelo fundador. As dependências existentes foram mandadas acrescentar por D. João Esteves, para acomodação da comunidade de acordo com a observância da regra dominicana.
1396-11-29 D. João Esteves entrega os novos estatutos ao convento, determinando a observância do modo de vida do convento de São Sisto em Roma, e fixa o número limite de religiosas em 40 professas de véu preto e 10 noviças. O Convento do Salvador constitui o primeiro convento feminino da Observância em Portugal, estatuto reafirmado em 1463, aquando do diferendo com o arcebispo de Lisboa, D. Afonso Nogueira.
1405 Obras de reforma da igreja.
1415 D. João Esteves, que entretanto ascendera a arcebispo de Lisboa e a cardeal, falece em Bruges (Flandres), tendo destinado, em testamento, para local da sua sepultura a igreja do convento do Salvador, em campa rasa que mandara vir da Flandres. A sua sepultura foi colocada na capela-mor e, em 1608, trasladada para o coro alto.
1438 Concluem-se as obras do convento, sob o patrocínio da rainha D. Leonor de Aragão, esposa de D. Duarte, por instância do seu confessor, o padre mestre fr. João de Santo Estevão, da Ordem dos Pregadores.
1460 A infanta D. Catarina de Portugal (1436-1463), filha do rei D. Duarte e de D. Leonor de Aragão, passa a habitar no convento com suas damas, em casas mandadas aperfeiçoar por sua mãe e que eram designadas ainda no século XVI por "paço".
1530 A rainha D. Catarina contribui com 200 ducados para a obra do coro que, então, se fazia. Construção de um novo refeitório e ladrilhamento do piso dos claustros. Residiam no convento 95 mulheres.
1551 A comunidade é composta por oitenta religiosas e quinze servidores. A renda anual do convento rondava os 1.100 cruzados.
1575 O convento do Salvador é considerado por Bartolomé Villalba y Estaña um dos três principais cenóbios femininos de Lisboa, a par dos Mosteiros da Madre Deus e de Santa Clara.
1589-08-14 Contrato feito entre o Mosteiro de São Salvador de Lisboa, no Largo do Salvador em Alfama, e o mestre pedreiro Domingos Fernandes, oficial de João de Ruão, que se obrigou a fazer por 220 mil réis a obra da capela-mor e cruzeiro da igreja.
1595 Refez-se o ladrilho do piso dos claustros
1596 As religiosas solicitam à Câmara de Lisboa licença para a construção de um segundo passadiço na Rua do Salvador, que fazia a ligação entre o convento e umas casas na área da cerca.
1598 O convento media de perímetro 396 metros (360 varas).
1604 Reconstrução da igreja.
1616-08-27 Contrato entre a Madre Prioresa Soror Maria do Baptista e o mestre pedreiro Diogo Vaz para a reedificação da capela-mor, segundo traça e alçados da autoria do arquitecto Pedro Nunes Tinoco. A obra, orçada em 600 mil réis compreendia o lajeamento e sepulturas da capela e a limpeza e estuque da abóbada (para receber pintura a fresco). A capela-mor seria cedida pelas religiosas para jazigo de Francisco Barreto de Lima, Vedor da Casa de Filipe II, e de sua mulher, D. Isabel de Lima, cujo túmulo «muito nobre, lavrado com boa obra de diversos mármores» [História dos Mosteiros, II: 299] ficava na parede do lado do Evangelho.
1616-10-13 A Câmara concede uma esmola de cem mil réis às religiosas do Convento da Salvador para acudir às dificuldades em que se encontravam.
1617-10-15 Cerimónia de sagração do altar do Santíssimo Sacramento, presidida pelo bispo de Macau D. fr. João da Piedade, integrado na capela-mor recentemente construída e ornada.
1618 Reconstrução do refeitório.
1620 A comunidade é composta por oitenta religiosas, e vinte e sete noviças e servidoras.
1690 Incêndio no convento, que obrigou a nova campanha de obras.
1698 Contrato entre a madre soror Ana do Sacramento e o entalhador Domingos Martins para a feitura do retábulo da capela-mor e provimento das obras de pedraria necessárias ao seu assentamento, no valor de 600 mil réis.
1700-08-13 Petição submetida à Câmara de Lisboa pela prioresa e mais religiosas do convento do Salvador para fazer obras numa parede da clausura do convento que estava arruinado e em grande perigo. A obra foi autorizada pelo Senado após vistoria e cordeamento. [
1702 Habitavam no convento do Salvador duzentas e duas mulheres: cento e dezassete professas de véu preto, quatro noviças, dez educandas, seis com decreto régio, dezanove criadas da comunidade e quarenta e seis particulares.
1738-07-29 Petição submetida à Câmara de Lisboa pela Prioresa e religiosas do convento do Salvador para edificar a porta do pátio da Portaria, sendo necessário abrir alicerces. A obra foi autorizada pelo Senado após vistoria e cordeamento. [
1755-11-01 Na sequência do Terramoto, o convento do Salvador sofreu danos consideráveis, em particular na igreja, de que restaram intactas a área da cabeceira e as capelas do cruzeiro. A nave da igreja, que ficou arruinada com a queda da abóbada, tendo de ser reconstruída. Passados alguns meses sobre o cataclismo, regressaram ao mosteiro cerca de oitenta religiosas.
1762 Conclusão das obras de reparo dos danos provocados pelo Terramoto na área conventual.
1824-03-24 Anunciada para 9 de Abril a arrematação de uma propriedade de casas na Rua da Regueira, avaliada em 900 mil réis. Rendem anualmente 128 mil e 600 réis e pagam foro às religiosas do Convento do Salvador.
1830-01-19 Anunciado na Gazeta de Lisboa que quem quiser arrendar os dízimos de Benfica e de Salvaterra de Magos, pertencentes ao Convento do Salvador, deve ir falar com a Prioresa, para ajustar as condições do contrato.
1832-01-12 Pela Intendência Geral da Polícia são remetidas à Comissão estabelecida na Casa da India os donativos para a aquisição de capotes e outros objectos para os Corpos de voluntários Realistas e de milícias. Da lista de doadores faz parte a Madre Abadessa do Convento do Salvador, com a quantia de 2$400 réis.
1832-11-24 No âmbito do Aviso de 19 de Setembro, do Ministério dos Negócios da Guerra, relativo aos donativos de lenços e roupas para os hospitais militares, as religiosas do Convento do Salvador entregaram «7 arrateis de fios, 48 chumaços para curativo, e 6 ataduras de sangria novas».
1832-12-15 Nova remessa de donativos enviada para os hospitais militares, constituída por «12 arrateis e 8 onças de fios, 3 ligaduras novas de duas varas e meia, 6 ditas de 1 vara, 60 chumaços para curativo, e 2 onças de panno para dito».
1833 A obra de reconstrução da igreja, que viria a albergar cerca de 600 fiéis, ainda estava por concluir.
1834-05-30 Decretada a extinção de todas as casas religiosas masculinas das Ordens regulares e a nacionalização dos seus bens. As comunidades femininas mantêm-se mas ficam impedidas de emitir votos.
1836-10-17 Portaria que determina a transferência da paróquia do Salvador anexada à de São Tomé para a igreja do Menino Deus e, vinte mais tarde, para a igreja do mosteiro de São Vicente de Fora.
1861-04-04 Lei sancionando o decreto das cortes gerais de 28 de Março de 1861, que estabelece os termos em que deve proceder-se à desamortização dos bens eclesiásticos. O artº 11º refere que "Todos os bens que, no termo d´esta lei, constituírem propriedade ou dotação de algum convento que for supprimido na conformidade dos canones, serão exclusivamente aplicados á manutenção de outros estabelecimentos de piedade ou instrucção e á sustentação do culto e clero". E que uma lei especial regulará esta aplicação.


1862-05-31 Decreto que regula a execução do artigo 11º da Lei de 4 de Abril de 1861. Inclui as instruções "sobre a administração e rendimento dos conventos de religiosas suprimidos".


1879 | 1881 Proposta da Câmara Municipal de Lisboa de alargamento da Rua das Escolas Gerais, obrigando às expropriação de parte do terreno e edifícios do Convento de São Salvador.
1879-08-18 Enviada à Comissão de Obras e Mlehoramentos, para parecer, a proposta do vereador Joaquim José Alves para que fosse expropriado por utilidade pública o terreno do Convento do Salvador necessário para o alargamento da Rua das Escolas Gerais.
1881-02-14 Parecer nº 864 da Comissão de Obras e Melhoramentos Municipais para que solicite ao Governo que seja drecretada de utilidade pública a expropiração de 586m2 do Convento do Salvador e terrenos adjacentes, necessários para alargamento da Rua das Escolas Gerais.
1882-10-02 Decreto de expropriação para utilidade pública de 586 m2 do convento e terrenos adjacentes, destinados ao alargamento da Rua das Escolas Gerais, devendo o produto da expropriação ser convertido em títulos de dívida pública, averbados às freiras do convento..
1884-04-19 Morte da última religiosa.
1884-04-28 Auto de posse do convento pela Fazenda Nacional.
1884-05-26 Lei concedendo à Associação Protectora de Meninas Pobres e Associação protectora de Escolas Asilos para Rapazes Pobres, la posse definitiva do Convento e Igreja do Santíssimo Rei Salvador. Uma parte do edifício (512,72m2) fica a pertencer à Câmara Municipal, para alargamento da Rua das Escolas Gerais.
1886-01-01 Demolição da antiga portaria conventual: «Era um portão situado ao fundo de um pátio íngreme e estreito».
1890 | 1892-10-01 Parte das obras terá sido patrocinada por D. Teresa de Saldanha, fundadora da Associação Protectora de Meninas Pobres e Associação Protectora de Escolas e Asilos para Rapazes Pobres. O restauro da igreja e a construção de salas de aula terão sido financiadas por D. Teresa, que nelas terá gasto «a totalidade da sua fortuna».
1911-01-15 Decreto cedendo, a título provisório, parte das dependências conventuais para instalação das escolas da «Patronato da Infância ? Associação de Protecção à Infância» (reconfirmado por decreto nº 21.673 de 1932-9-19); do Centro Republicano Dr. Alexandre Braga e da Academia de Instrução Popular, e de um posto sanitário. Exclui-se a área da igreja, coro de cima, casa contígua e coro de baixo, que se encontravam arrendados ao Centro Escolar Dr. Magalhães Lima pela quantia de 150 escudos/ano.
1914 Apeamento do remate da torre sineira.
1935 No edifício encontravam-se instaladas as seguintes instituições: «Patronato da Infância ? Associação de Protecção à Infância» (com acesso pela Rua das Escolas Gerais, nos 63 e 64, Rua do Salvador e Beco de Santa Helena), Centro Escolar Republicano Dr. Magalhães Lima (com acesso pelo Largo do Salvador), Centro Escolar Republicano Dr. Alexandre Braga (com acesso pela Rua das Escolas Gerais nº 67 e Beco de Santa Helena) e a Associação Protectora das Escolas-Asilos para Rapazes Pobres (com acesso pela Rua das Escolas Gerais nos 69 e 71) . [
1935-01-01 | 1935-06-01 Obras de beneficiação das instalações da Patronato da Infância (R. Escolas Gerais, 63), empreendidas pela DGEMN, no valor de 42.000$00. As obras compreenderam alterações ao balneário e construção de um telheiro de circulação exterior. [
1935-02-01 | 1935-03-01 Após uma vistoria que salientou o mau estado de conservação das paredes e caixilhos da igreja, solicitada pela Direcção-Geral da Fazenda Pública, a DGEMN propõe um projecto e orçamento no valor de 15.826$00 para conclusão de «obras antigas», designadamente as paredes exteriores da igreja voltadas para o Largo do Salvador. O orçamento foi aprovado a 4 de Março.
1940-09-11 O edifício principal e a cerca e edifício anexo do convento de São Salvador são avaliados, respectivamente, em 150.000$00 e 30.000$00 pela Direcção-Geral da Fazenda Pública.
1943 O estado de conservação da área do convento ocupada pelo Centro Escolar Republicano Dr. Alexandre Braga era precário, segundo parecer da DGEMN, nomeadamente ao nível das coberturas, carecendo de obras urgentes, que três anos depois ainda não estavam realizadas.
1949 Funcionam no convento escolas primárias (com uma população superior a 500 alunos), esquadra da polícia e estação dos CTT.
1950 Instalação da Juventude Operária Católica no edifício do convento.
1961 Obras de conservação das instalações do Patronato da Infância, efectuadas pelos Serviços de Construção e de Conservação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
1988 A posse do edifício do Convento do Salvador é transferida para a Câmara Municipal de Lisboa.
1998 Reparação parcial de coberturas efectuada pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
2004 Obras de reabilitação da parte exterior do convento do Salvador, nomeadamente dos muros da Rua das Escolas Gerais e da Rua do Salvador.
2004 | 2005 Construção do parque de estacionamento Portas do Sol na área da cerca conventual.
2013 Obras na nave da igreja, empreendidas pelo Centro Cultural Magalhães Lima.
2015 Estão a decorrer obras de reestruturação do edifício, a cargo da UDRA Construtora, Lda.

Fontes e Bibliografia
Material gráfico

PEREIRA, Luís Gonzaga - Freguesia do Salvador. Museu de Lisboa [c.1809], MC.DES.1632.110.

Cartografia

CARVALHO, José Monteiro de; - [Livro das plantas das freguesias de Lisboa]. Códices e documentos de proveniência desconhecida, nº 153, Planta da freguezia de S. Tome, f. 88 (imagem 0190).

[Enquadramento urbano | Convento do Santíssimo Rei Salvador de Lisboa, 1834].

[Enquadramento urbano | Convento do Santíssimo Rei Salvador de Lisboa, 2015].

[Planta da parte do Convento do Salvador que é precizo expropriar para o alargamento da rua das Escolas Gerais]. 1: 1000. PT/AMLSB/CMLSB/UROB-PU/09/01749.

[Planta relativa a melhoramento do Bairro de Alfama]. PT/AMLSB/CMLSB/UROB-PU/09/01851.

POPPE, Elias Sebastião; - [Configuração de partes das fortificações antigas da cidade de Lisboa [...]]. MC.DES.0010.

Manuscrito

[Consultas da Comissão Eclesiástica da Reforma]. [Manuscrito]1822-1823. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Ministério dos Negócios Eclesiásticos e Justiça, Maço 268, n.º 4, Caixa 214.

Alvará da rainha D. Catarina para se dar à prioresa do Mosteiro do Salvador 200 ducados para ajuda da obra do coro, 1550. [Manuscrito]Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Corpo Cronológico, Parte 1, Maço 45, nº 130.

Conventos de Freiras e Frades. [Manuscrito]Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças. Proc. 4142, L.3.

Documentos anexos ao Parecer nº 864 da Comissão de Obras e Melhoramentos Municipais. [Manuscrito]1879. Arquivo Municipal de Lisboa - Arco do Cego, "Proposta de alargamento da Rua das Escolas Gerais pela Câmara Municpal de Lisboa", 1879,f. 2-3. "Planta do alargamento da rua das Escolas Gerais na parte comprehendida entre a rua do Salvador e as Escolas Gerais", esc. 1: 1000, 11-02-1881, f. 4.

Dos Conventos, e Mosteiros de Lisboa 1757, com a notícia verdadeira da ruína que padeceram em o fatal Terramoto, e Incêndio no 1.º de Novembro de 1755. [Manuscrito]Biblioteca Pública de Évora, f. 241.

Inventáro de extinção do Convento do Santíssimo Rei Salvador de Lisboa. [Manuscrito]Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Ministério das Finanças, Convento do do Santíssimo Rei Salvador de Lisboa, Cxs. 1971 e 1972.

Livro de Cordeamentos de 1700-1704. [Manuscrito]Arquivo Municipal de Lisboa, f. 64-65.

Livro de Cordeamentos de 1738-1740. [Manuscrito]Arquivo Municipal de Lisboa, f. 160-161v.

Monografia

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BAPTISTA, Soror Maria do - Livro da fundação do mosteiro do Salvador da cidade de Lisboa e de alguns casos dignos de memória, que nelle acontecerão. Lisboa: Pedro Crasbeek, 1618.

BRITO, Gomes de - Lisboa do Passado. Lisboa de nossos dias. Lisboa: Livraria Ferin, 1911, p. 117.

CACEGAS, Fr. Luís - Segunda parte da Historia de S. Domingos Particular deste reino e conquistas de Portugal. Lisboa: Na Officina de António Domingos Galhardo, 1767, pp. 1-81.

CAEIRO, Baltazar Matos - Os Conventos de Lisboa. Sacavém: Distri Editora, 1989, pp. 167-169.

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FERREIRA, Sílvia - Acerca do carácter transitório da obra de talha: o caso exemplar dos mosteiros de monjas dominicanas de Lisboa. Monjas dominicanas. Presença, arte e património em Lisboa. Lisboa: Alêtheia Editores, 2008, pp. 157-186.

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Electrónico

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Gazeta de Lisboa, nº 282. Lisboa: Na Impressão Regia, [28 de Novembro de 1832], 1365-1366.

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Material Fotográfico
Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Fachada poente | Arco. DPC_20131106_001.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Fachada poente. DPC_20131106_179.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Fachada poente | Arco.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Frente de rua. DPC_20131106_049.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Pátio exterior. DPC_20131106_180.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Patio | Pormenor. DPC_20131106_183.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Fachada igreja. DPC_20131106_194.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Placa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Pátio. DPC_20131106_115.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Pátio. DPC_20131106_034-2.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Pátio. DPC_20131106_034.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Pátio. DPC_20131106_075.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Pátio. DPC_20131106_056.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Pátio | Pormenor. DPC_20131106_084.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Pátio | Pormenor. DPC_20131106_042.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Mãe de água. DPC_20131106_066.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior. DPC_20131106_062.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Arco. DPC_20131106_058.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Sala manuelina. DPC_20131106_072.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Igreja. DPC_20131106_133.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Igreja. DPC_20131106_129.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Igreja. DPC_20131106_148.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Igreja | Sacristia. DPC_20131106_137.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Igreja | Sacristia. DPC_20131106_144.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Igreja | Sacristia. DPC_20131106_146.
© CML | DMC | DPC | José Vicente 2013.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Arco do Salvador. JBN004794.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Arco e torre da igreja do convento. FAN002908.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Largo do Salvador. JBN000661.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Rua das Escolas Gerais. FAN001918.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Rua das Escolas Gerais. FAN001927.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Torre da igreja do convento e palácio dos Condes dos Arcos. BAR000158.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Largo do Salvador. BAR000321.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Largo do Salvador. FAN002942.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Convento e Palácio dos Condes de S. Miguel. JBN004795.
© CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Perspectiva da torre sineira e arco do Salvador. MC.FOT.1168.1.
© CML | DMC | Museu de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Perspectiva do muro da cerca no Beco de Santa Helena. MC.FOT.1168.3.
© CML | DMC | Museu de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Exterior | Perspectiva do arco do Salvador visto da Rua do Salvador. MC.FOT.1168.2.
© CML | DMC | Museu de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Igreja. MC.FOT.1206.1.
© CML | DMC | Museu de Lisboa.

Convento do Santíssimo Rei Salvador | Interior | Igreja | Perspectiva do interior da igreja antes das obras. MC.FOT.1205.
© CML | DMC | Museu de Lisboa.

Inventariantes
Cátia Teles e Marques - 2014-05-15
Última atualização - 2019-04-11

Imagens: 39